Fala serumaninhos! Aqui é a Gata-Chefe Aurorinha para falar de um assunto não muito legal, porém extremamente importante: você sabia que os gatos podem ser vítimas de uma doença conhecida como aids felina?

A aids felina, ou FIV (Vírus Imunodeficiência Felina, em inglês) foi descoberta na década de 1980, e assim como no caso da HIV, ela não tem cura e pode levar o animal a óbito. Mas é importante frisar que mesmo assim a doença não é transmissível aos seres humanos.

Assim como no caso do HIV em humanos, a FIV nos gatos é uma doença que ainda não tem cura, e só pode ser controlada por coquetéis de medicamentos, que permitem que os bichanos sigam sua vida por bastante tempo sem complicações.

Também não existem vacinas que poderiam prevenir o surgimento desta doença nos gatos. Uma vez que o um felino é diagnosticado com ela, terá que depender de medicamentos inibidores da doença por toda vida.

FIV – O vírus da imunodeficiência felina

Conhecido pela sigla FIV, o vírus da imunodeficiência felina é um lentivírus que só ataca os gatos. Embora seja a mesma doença que afeta os humanos, é produzida por um vírus diferente, sendo que a aids felina não pode ser transmitida a pessoas.

A FIV ataca diretamente o sistema imunológico, deixando o animal vulnerável a outras doenças ou infecções menos importantes mas que podem ser mortais quando as defesas do organismo se tornam baixas.

Se esta síndrome for descoberta ainda no início, ela pode ser controlada e o gatinho tem qualidade de vida preservada, vivendo saudável e feliz por longos anos!

Diagnóstico FIV AIDS felina

Exames clínicos e laboratoriais são as maneiras de se diagnosticar a doença nos gatos e, portanto, é imprescindível que um médico veterinário seja consultado caso você suspeite a presença do vírus no seu bichano.

Nos casos de filhotes de gatas infectadas pode haver, em algumas ocasiões, o resultado falso positivo – em função da presença de anticorpos maternos em sua circulação – até os seis meses de vida. O resultado falso negativo também pode ocorrer em situações em que a doença ainda é muito recente ou está em seu estágio final, por isso, é importante que os testes sejam repetidos para evitar enganos, caso seu pet apresente sintomas.

Transmissão e contágio da AIDS felina

A transmissão é feita de um gato para outro através da saliva ou sangue do gato infectado. A aids felina é transmitida, principalmente, através de mordeduras de um gato infetado a um saudável. Assim, os gatos que dão voltinhas nas ruas se tornam muito vulneráveis a adquirir essa doença.

Ao contrário da doença em seres humanos, não existem provas que a aids felina seja transmitida por via sexual, durante a gestação de uma mãe infetada ou até na partilha de bebedouros e comedouros entre pets.

Gatos criados em casa exclusivamente, sem acesso a outros gatos e animais de rua, não compõem o grupo de risco para a FIV. Mas como dos seres humanos a gente pode esperar de tudo, quem deixa o “amado gatinho” dar voltinhas nas ruas, está assumindo o risco de ter o seu bichano infectado por esse vírus mortal, além de poder infectar a outros gatos.

É de partir o coração em saber que são essas mesmas pessoas que abandonam de vez os seus bichinhos quando adquirem alguma doença, aumentando o problema da população felina de rua, que centros de resgate não conseguem dar conta.

Sintomas da AIDS felina

Como acontece com os seres humanos, um gato infetado com o vírus da aids pode viver anos sem que apresente sintomas característicos ou até que a doença seja detetada.

No entanto, quando a destruição dos linfócitos-T começa a prejudicar a capacidade do sistema imunitário felino, pequenas bactérias e vírus que os nossos animais enfrentam diariamente sem problemas podem começar a fazer danos na saúde do pet. É nessa altura que aparecem os primeiros sintomas.

Os sintomas da aids dos gatos mais comuns e que podem aparecer meses depois do contágio incluem:

  • Febre
  • Perda de apetite
  • Pelagem sem brilho
  • Gengivite
  • Estomatite
  • Infecções recorrentes
  • Diarreia
  • Inflamação do tecido conjuntivo
  • Perda de peso progressiva
  • Abortos e problemas de fertilidade
  • Deterioração mental

No geral, o principal sintoma de um gato com aids é o aparecimento de doenças recorrentes. Dessa forma, é importante vigiar o aparecimento repentino de doenças comuns que custam demoram a desaparecer ou se o gato tiver recaídas constantes em problemas de saúde que parecem pouco importantes.

Tratamento para gatos com imunodeficiência

A melhor cura é a prevenção. No entanto, apesar de não existir vacina para a doença da imunodeficiência em gatos, um pet infetado pode ter uma vida feliz com os cuidados adequados.

Para prevenir que o seu gato seja infetado com o vírus da aids, procure controlar as suas saídas e brigas com gatos de rua, assim como fazer um check up mensal uma vez por ano (ou mais, caso chegue a casa com algum tipo de mordedura ou ferida). Se isto não for suficiente e o seu gato estiver infetado, deve trabalhar no fortalecimento das defesas e do sistema imunológico.

Existem medicamentos antimicrobianos que podem ajudar a controlar as infecções ou bactérias que atacam o animal. É importante ter em conta que estes tratamentos devem ser feitos de forma constante, caso contrário o seu amigo felino pode ganhar novas infecções. Também existem medicamentos anti-inflamatórios que ajudam a controlar infecções como a gengivite e a estomatite.

Além dos medicamentos, a alimentação dos gatos com aids deve ser especial. É recomendado que a dieta seja de alto conteúdo calórico, sendo que as latinhas e a comida úmida são o aliado perfeito para lutar contra a debilitação do animal contagiado.

Nenhum tratamento atua diretamente sobre a FIV em si. O que pode fazer para ajudar o seu pet e dar-lhe uma vida digna é afastar todas as doenças oportunistas que podem atacá-lo enquanto o seu sistema imunitário está debilitado.

Que mais devo saber sobre a AIDS felina?

Esperança de vida: É importante que tenha em conta que a esperança média de vida de um gato com aids felina não é fácil de prever. Tudo depende de como o seu sistema imunitário responde ao ataque das doenças oportunistas. Quando falamos de uma vida digna, estamos falando de um pet com aids felina que pode viver dignamente com uma série de cuidados mínimos. Mesmo que pareça que a sua saúde está boa, o tutor deve estar muito atento a aspetos como o peso e a febre do gato.

Um dos meus gatos tem aids mas os outros não: Se os gatos não lutam entre si, não existem possibilidades de contágio. A aids felina só se transmite através de mordeduras. No entanto, como isso é um aspeto difícil de controlar, recomendamos que isole o gato infetado, como se de qualquer doença infecciosa se tratasse.

O meu gato morreu de aids. É seguro adotar outro?: Sem o portador, o FIV (vírus da imunodeficiência felina) é muito instável e não sobrevive mais do que algumas horas. Além disso, a aids felina apenas se transmite através da saliva e do sangue. Portanto, sem um gato infetado que morda, o contágio de um novo pet é altamente improvável.

De qualquer forma, como qualquer outra doença infecciosa, recomendamos algumas medidas de prevenção:

  • Desinfetar ou substituir todos os pertences do gato que faleceu
  • Desinfetar tapetes e carpetes
  • Vacinar o novo pet contra as doenças infecciosas mais comuns

Um gato com aids pode me infetar?: A aids felina não é transmissível para seres humanos. Um gato infetado com aids nunca pode contagiar uma pessoa, mesmo que a morda. Embora se trate da mesma doença, a FIV não é o mesmo vírus que infeta os humanos. Nesse caso, falamos de HIV, o vírus de imunodeficiência humano.

Fiquem espertos!! Lambeijos da Aurorinha!

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