É difícil de acreditar que uma instituição como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tenha sido capaz de tamanha atrocidade, mas parece que foi o que aconteceu nessa última terça-feira onde casas na região conhecida como Praia do Mangue, na Ilha do Fundão, foram demolidas – Segundo moradores, não houve aviso prévio – e a faculdade não havia cumprido com parte do acordo feito com as famílias de fornecer moradias na Vila Residencial. Randel Silva que atua na causa animal resgatando animais, que fez a denúncia de ainda haviam pets dentro das casas, um gato com apenas 3 patas foi retirado dos escombros logo depois que a demolição terminou.

Essas imagens foram gravadas pelo Randel e mostram o momento que o gatinho conhecido como Frajola foi encontrado entre os escombros, apesar dos esforços, outros dois gatos não foram encontrados.

MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA ??Recebemos hoje mais 100 denúncias/súplica de pedido de ajuda para o caso de crueldade, desrespeito a vida dos animais e dos humanos.O caso aconteceu na Praia do Mangue na Ilha do Fundão.A denúncia era de que haviam demolido casas com animais dentro.Chegamos ao local por volta de 14:00 e nos deparamos com o caos.Representantes do reitor e a Polícia Federal estavam acompanhando a demolição para garantir que ninguém a impediria.Chegamos ao local, procuramos a equipe da PF e da reitoria, conseguimos a liberação para vasculhar os escombros em busca de animais e solicitamos que a retroescavadeira parasse.Foram mais de 10 horas num sol escaldante e calor terrível fazendo buscas nos escombros para para localizar o gatinho especial.Os representantes da reitoria da UFRJ nos asseguraram que fizeram "vistoria".Nos asseguraram que não haviam animais no local, porém os moradores afirmaram a todo momento que eles não deixaram retirar todos os gatos. Abaixo o relato da moradora e tutora dos gatos.A área não estava isolada.Tratores circulavam sem nenhum cuidado perto de pessoas e animais.Foi tudo errado nessa demolição.Segundo os moradores, eles não foram notificados. O que havia segundo eles, era um acordo verbal de que as casas só seriam desapropriados quando já tivesse sido construídas as novas moradias deles dentro do Campus na Ala de Funcionários.Segundo relatos, foi aberta inclusive uma vaquinha on line para esse objetivo que não foi concluído e segundo as informações, o acordo não foi respeitado.As pessoas foram desapropriados como se não fossem nada. Sem nenhum respeito e sem ter pra onde ir.Demoliram sem sequer acionar um órgão de proteção aos animais para vistoriar se não havia existência animais.Não havia nenhuma placa sobre a demolição e também não havia sequer a faixa da defesa Civil avisando a interdição.Foi feito um trabalho incomponente que quase custou a vida de um animal.Agradeço ao Carlos por gritar por ajuda e pela força no local e ao Renan que chegou mais tarde, mas ajudou bastante no local.Foi um dia muito cansativo e exaustivo.Se não fosse a nossa insistência, determinação e dedicação, esse gato soterrado iria morrer.Resgatamos um gato soterrado em meio aos escombros depois de horas revirando escombros, com paredes quase caindo sob nossas cabeças, vergalhoes… foi uma luta, mas conseguimos.As responsabilidades precisam ser apuradas.Isso não pode e não vai ficar assim.Depois de um longo dia e horas de buscas num sol e calor intenso, graças a Deus, mais uma missão cumprida.#resgatistaporamor #maisumamissãocumprida#vergonhaUFRJ

Posted by Randel Silva on Tuesday, January 22, 2019

A humana do gatinho Frajola, disse que pediu ajuda até mesmo para o o prefeito Paulo Ripper, da Prefeitura Universitária, mas não obteve sucesso.

— Pedi para deixarem para tirar os bichos e fez de conta que não estava ouvindo. Tenho dois gatos lá embaixo — lamentou Vanuza.

De acordo com a UFRJ, foram retirados três cachorros e dois gatos das casas, que entregues aos donos que estavam no local. Mas os moradores contestaram a versão. Segundo os moradores a equipe de demolição sequer revistaram as residências.

Procurada, a UFRJ alegou que o local já estava interditado e as famílias foram retiradas oficialmente em 25 de julho do ano passado. Na época, a Polícia Federal realizou uma operação de reintegração de posse.  Em nota, a universidade afirmou que cumpria ordem judicial e auxilia os moradores: sete pessoas estão recebendo aluguel social, três delas estão no projeto para construção de casas na vila.

Original/Fonte: O Globo

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