Mogli pode ter começado sua história com a pata esquerda, mas o destino logo se encarregou de melhorar as coisas para ela!

Desde filhote, Mogli vivia nas ruas do Marrocos. Mas tudo mudou quando ela foi resgatada de sua vida miserável por Martin Klauka, um mochileiro alemão que fazia turismo na África.

Martin era o tipo de pessoa que nunca pensou em adotar um gatinho. Por viver na estrada, pensou que não seria um bom dono de animal.

Mas os seus planos mudaram quando foi visitar o Marrocos com alguns amigos, e seu caminho cruzou com uma gatinha que não saía mais de perto dele.

“Estávamos sentados na rua de uma pequena cidade quando uma gatinha malnutrida com o rabo machucado se aproximou. Eu a chamei e ela veio instantaneamente, deitou nos meus braços e dormiu.”

O pessoal local que já a conhecia a bichana,  contou que a mãe dela havia sido atropelada e que ela, muito jovem e fraca, provavelmente morreria nas ruas mais cedo ou mais tarde. Percebendo a exaustão da gatinha, Martin sabia que não poderia abandoná-la.

Embora algumas pessoas tivessem zombado dele por ter tocado em um gato sujo e cheio de pulgas, Martin começou a carregar Mogli para onde ia.

Ele a levou para seu quarto de hotel sem ninguém ver para que ela se sentisse segura pelo menos por uma noite. Na manhã seguinte ele sabia que já estava apaixonado pela gatinha, e resolveu colocá-la na moto e fazer um teste para ver como ela se comportava!

Primeiro, Mogli ficou com medo da moto, mas 30 minutos depois estava calma, apreciando a paisagem. Ali nascia uma família.

E no ano passado, essa dupla incrível realizou uma viagem de proporções épicasCom Mogli a tiracolo, Martin pilotou sua moto ao longo do Mar Mediterrâneo até o Irã e, depois, até os Emirados Árabes, cruzando 10 países até chegar em Dubai, quase seis meses depois.

Na estrada, Martin e Mogli rapidamente entraram em uma rotina.  Enquanto viajavam, Mogli ia sentadinha em sua mala na frente da moto. De vez em quando, colocava a cabeça para fora e observava a paisagem. Às vezes, miava em protesto aos buracos que o papai passava.

Nos espaços públicos lotados, Mogli sentava no ombro de Martin, observando novas cidades, restaurantes e lojas. Quando chegavam ao acampamento, Mogli passeava livremente pelo chão, explorando o local.

Viajar durante meses em uma moto com um gato tem sido imprevisível e repleto de desafios únicos. Martin teve que passar a oportunidade de ir a um evento que não aceitava gatos, encarou cruzamento de fronteiras complicados e já foi pedido para sair de lojas e hotéis.

Encontrar acomodações tem sido uma luta constante para a dupla, que teve que passar a noite em desertos congelantes quando nenhum estabelecimento os aceitou.

Mas, apesar dos incontáveis sacrifícios, Martin diz que valeu a pena. “Estou feliz com minha vida e feliz por tê-la comigo. Feliz por ter passado por tudo isso.”

 

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