ILUSTRA

Uma das dúvidas mais frequentes que eu percebo que muitos donos de gatos têm, é a respeito da introdução de um novo gato na casa. Muitos sabem que é necessário cuidado, e querem saber como fazer; mas muitos não tem nem ideia de que é algo que requer atenção. Por isso, hoje vou explicar para vocês como essa introdução deve ser feita, passo-a-passo.


A primeira coisa a se saber, é que é preciso muita paciência. Não é tão simples como com cães, que são menos exigentes no quesito “fazer um novo amigo”. Para gatos, um novo morador na casa é uma situação extremamente estressante. Requer uma modificação enorme na dinâmica do seu território, e isso cria uma grande tensão. Para os dois lados envolvidos, uma mudança drástica como essa os deixa muito ansiosos.

two

Hoje em dia, já sabemos que gatos não são criaturas solitárias como pensávamos antigamente. Eles são seres sociáveis, mas são, sim, territorialistas. Isso não significa que são incapazes de compartilhar seu ambiente com outro gato, apenas que são mais metódicos, e preferem as coisas bem resolvidas com todos os moradores.

Imagine que você acabou de receber em casa, para morar, uma pessoa totalmente desconhecida. Um estudante de intercâmbio, talvez. A primeira coisa a se fazer, para que a relação de vocês se mantenha agradável, é sentar e conversar, certo? Conversar a respeito de como é a dinâmica na sua casa, quais são seus costumes e seus hábitos, as regras, e etc. Caso contrário, se cada um simplesmente agisse da maneira como bem entendesse, a quantidade de brigas que iriam acontecer seriam incontáveis.

Pois bem, com gatos é basicamente assim. A diferença é que eles não sentam na mesa pra conversar, tomando café e comendo bolo de fubá. Que beleza seria, não? Mas, infelizmente, a “conversa” deles é mais subjetiva, se baseia em linguagem corporal, e eles precisam de nós, donos, para ajudá-los a estabelecer um relacionamento saudável.

gatos juntos

Mesmo nos dias de hoje, com o tanto de informação espalhada por aí, ainda há muitas pessoas que são adeptas do “coloca junto e deixa eles se entenderem”. Realmente, há alguns casos em que isso até dá certo, mas são as exceções das exceções das exceções. Essa “técnica” é muito arriscada, ineficiente, além de desumana! O nível de estresse que esses gatos vão alcançar, aumenta, e muito, o risco de agressão entre eles. E, no fim das contas, você pode acabar com gatos que apenas se toleram e dividem o mesmo território, mas que não são amigos. Mais pra frente voltamos nesse assunto.

Então, basicamente, a principal questão aqui é: gatos não são tão simples quanto cães, e a introdução de um novo gato na família deve ser feita com muita cautela, e muita, muita paciência. Quanto mais desses dois itens você tiver, maior chance de sucesso. E o mesmo continua valendo para filhotes. Não é porque são pequenos e inofensivos, que não se estressam!

A coisa mais importante a se prestar atenção, é que a introdução dos dois (ou mais) gatos deve ser feita, sempre, com todos os lados muito tranquilos. Quanto mais relaxados todos os gatos estiverem, maiores as chances de interações positivas. Nunca force as situações, evitando, assim, que os gatos se estressem e partam para a agressão. Sabendo-se disso, vamos lá para o passo-a-passo.

cats sniffing

 PASSO 1: O SANTUÁRIO DO NOVO GATO

Para o novo morador, essa mudança repentina de rotina é muito estressante. Por isso, ele vai precisar, primeiro, se habituar com o novo ambiente, para então poder relaxar. Separe, na sua casa, um cômodo especial para o recém-chegado, que vai ficar sempre de portas fechadas, longe de todos os outros moradore. Nele, coloque tudo o que um gato precisa: comida, potes de água, caixa de areia, arranhadores, brinquedos, lugares para subir, e cantos para se esconder. Ali, ele vai ficar até se sentir confortável o suficiente para ir e vir, sem se amedrontar. Procure observar muito o comportamento dele.

Um gato relaxado, é um gato que caminha naturalmente, com o corpo erguido, cauda erguida e orelhas erguidas. Não anda rente ao chão, com a cauda abaixada, e movimentos rápidos e curtos. Geralmente, gatos que são adultos e passaram mais tempo em um abrigo, costumam ser mais cautelosos em um novo ambiente. Disponibilize muitos lugares para que ele possa se esconder e relaxar, aja com delicadeza perto dele, e procure sempre tratá-lo com muito carinho. Ele precisa se sentir seguro ali.

Os gatos moradores da casa estão proibidos de frequentar esse santuário. Mesmo que antes estivessem acostumados a isso, por enquanto vão ter que ficar de fora.

cat relaxed

Todos os gatos da casa já sabem que há um outro gato diferente no ambiente. Eles percebem isso pelo olfato, e podem ficar mais inquietos durante o período de adaptação. Lembre-se, sempre, de tratar todos eles com muito carinho, para que entendam que essa novidade não veio para o mal. Se eles ficarem na porta do quarto, rosnando, miando, ou bufando (o famoso “fu”), nunca dê broncas. Procure distraí-los, tirá-los dali. Brinque com eles até acalmá-los. Eles também precisam relaxar.

 

PASSO 2: REFEIÇÕES = TREINAMENTO!

Tanto o novo gato, quanto os antigos moradores da casa, precisam entender que essa mudança toda não é uma coisa ruim. Precisamos dar uma razão para os gatos gostarem um do outro! Ração e petiscos são excelentes formas de recompensa, são essenciais para um bom adestramento, além de serem os favoritos de todos os gatos, certo? Então vão ser a nossa arma principal nessa adaptação.

A ideia aqui, é fornecer refeições para todos os gatos, ao mesmo tempo, em lados opostos da porta do quarto santuário. A distância entre as tigelas vai ser definida pela permissividade dos gatos. Ou seja, se você aproximar muito as tigelas, e um dos gatos não estiver confortável o suficiente para se alimentar àquela distância de um animal que ele não conhece direito, afaste-os. Gradualmente, vá aproximando as tigelas, até que fiquem coladas à porta, uma de cada lado. Lembre-se: a porta sempre fechada!

cat closed door

Você irá fazer várias sessões de alimentação conjunta ao dia. Prefira várias, que durem pouco, e que terminem bem – com os gatos relaxados, sem rosnar, e sem bufar. Reforce todas as vezes em que as sessões tiverem sucesso – faça carinho, brinque com eles. O que você vai oferecer como alimentação, depende de como é a rotina dos seus gatos: se eles têm comida à vontade, e sachê uma vez ao dia, por exemplo, fracione o sachê, e dê pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Se você oferece refeições controladas, fracione mais ainda as porções, também. Ou então, diversifique: dê uma colher de sachê uma vez, um punhadinho de ração na outra, e simples petiscos que ele gosta em uma outra sessão. Apenas tome cuidado para não abusar, e dar petiscos ou ração demais. Nunca se esqueça da questão da obesidade!

A quantidade de sessões depende da sua rotina. Procure fazer quantas conseguir, mas não precisa tirar o seu dia todo para ficar em função disso, também. E a velocidade com que você vai aproximar as tigelas depende da reação dos seus gatos. Pode ser que dure um dia inteiro, como pode ser que dure uma semana inteira. Tenha paciência! O principal é evitar ultrapassar os limites dos gatos. Se eles ficarem estressados, podem partir para a agressão, e aí o processo todo deve voltar ao início. E sempre vá de acordo com o gato mais assustado. Mesmo que os outros todos estejam super tranquilos e relaxados, se mantenha nesse treinamento até que todos os moradores estejam confortáveis com a situação.

cat by the door

Quando você sentir que as sessões de alimentação em grupo estão tendo resultados positivos (o que pode significar apenas a ausência de qualquer reação), é hora de passar para o passo 3. Mantenha esse adestramento o tempo todo, só vá acrescentando os novos passos.

 

PASSO 3: HORA DE FAREJAR

É através do olfato que os gatos se conhecem. Quando eles se lambem, depositam feromônios nos pêlos, que são substâncias químicas cujo principal objetivo é a comunicação. Os animais liberam feromônios diferentes quando estão com medo, relaxados, felizes, e quando querem acasalar. Os feromônios depositados nos pêlos dos gatos, quando eles se lambem, é o que dá a identidade de cada um, e é através deles que eles se reconhecem.

Pensando nisso, podemos apresentar um gato ao outro de uma maneira mais facilmente controlável: esfregando uma toalha de pano e oferecendo ao outro para cheirar. Faça isso com o novo gato. Pegue uma tolha limpa, e esfregue muito gentilmente no seu pêlo, principalmente no rosto, que é onde eles liberam os feromônios da “calma”. Procure fazer isso em um momento que ele esteja totalmente relaxado, para que o cheiro transmita isso ao “cheirador”.

Coloque a toalha no ambiente dos outros gatos, e observe. Não saia esfregando no nariz de cada um, assim você só vai deixá-los com medo daquele odor. Deixe-a no chão, próxima a eles, e recompense toda vez que apresentarem um bom comportamento – desde simplesmente ignorar a toalha, a cheirar e sair calmamente de perto. Brinque com eles perto da toalha, alimente-os perto da toalha, acaricie-os perto da toalha. Inclusive, coloque a toalha embaixo dos potes de comida quando for fazer as sessões de alimentação em conjunto! Se seus gatos aceitarem, parabéns! Faça isso, também, com os gatos moradores da casa, e dê para o novo gato cheirar.

cat towel

Se algum dos seus gatos manifestar comportamentos não-amistosos, volte um passo, até que ele se acostume e se acalme. Só avance se todos estiverem confortáveis e receptivos!

 

PASSO 4: TROCA DE AMBIENTES

Depois que todos os gatos se acostumaram com os cheiros diferentes, e estiverem permitindo o avanço da adaptação, é hora de deixar o novo gato conhecer a casa. Coloque os antigos moradores em outro cômodo, e feche-os lá, momentâneamente. Abra a porta do quarto santuário, e permita que o novo morador explore a casa. Mantenha petiscos e brinquedos à mão para distraí-lo, se necessário.

Observe o comportamento dele, e deixe-o à vontade. Pode ser que ele nem queira sair do santuário. Permita que fique lá caso queira, mesmo assim, e procure repetir esse passo até que ele esteja receptivo ao novo ambiente. Faça essas sessões até que o novo morador esteja tão confortável com o resto da casa, quanto estava com o quarto santuário. Sempre recompense bons comportamentos. Se perceber que o gato está rosnando, bufando, ou com o pêlo arrepiado, volte-o ao santuário, e deixe-o relaxar. Vá aumentando o tempo da sessão gradativamente.

Você também pode colocar os antigos moradores no quarto santuário, sem o gato novo lá. Mas apenas se estiverem receptivos para tal, caso contrário, não há necessidade. Não force situações, não teste o limite de tolerância dos seus gatos.

cat exploring

PASSO 5: A ESPIADINHA

Depois que o novo gato já está habituado com o ambiente, e os antigos moradores estão conformados com a nova presença, é hora de se verem pela primeira vez. Esse é um dos passos que requer mais cuidado e atenção, além de uma boa avaliação da linguagem corporal dos gatos.

A ideia é simples: abrir um pouco a porta do quarto santuário, e deixar que se olhem. Faça uma sessão de alimentação, porém com as tigelas mais afastadas da porta. Inicialmente, o tempo que poderão se olhar deverá ser pequeno. Procure fazer sessões curtas, mas que terminem positivamente, do que testar os limites dos seus gatos e acabar com uma briga difícil de separar. Aumente o tempo gradativamente, de acordo com a receptividade de todos os envolvidos.

Além de sessões de alimentação com a porta entreaberta, você pode pedir ajuda a alguém, e brincar com os gatos ao mesmo tempo, um de cada lado da porta. Ou então utilize uma varinha, e brinque com todos ao mesmo tempo. Sempre procurando interações positivas e prazerosas para todos.

cat lookinh

Procure identificar os comportamentos agressivos. É possível que, ao se olharem pela primeira vez, role um pequeno estresse. Um rosnado, uma bufada, ou um pêlo arrepiado (aquele rabo de espiga-de-milho, sabe?). Se isso acontecer, procure distrair os envolvidos. Jogue um brinquedo longe, ou um petisco. Quando estiverem relaxados de novo, reforce o comportamento: dê petiscos, brinque, acaricie. Mostre a eles que não há com que se preocupar. E nunca, em hipótese alguma, dê broncas ou grite com eles. Isso só vai aumentar a tensão e gerar medo.

Bufadas e rosnados são maneiras de comunicação. É um gato dizendo para o outro que “Se você chegar perto, a coisa pode ficar feia”. Eles só bufam e rosnam para evitar o confronto. Não é briga que eles querem, é apenas impôr o seu espaço. Portanto, numa situação dessas, procure manter-se calmo, e tente distraí-los. Caso não tenha sucesso, e você perceba que um dos gatos está ficando muito estressado, a ponto de sair correndo para atacar, feche a porta, e deixe-os relaxar. Lembre-se: é melhor sessões pequenas, mas com resultados positivos, do que testes de tolerância que não terminam bem. Se acontecer de rolar um estresse, mas logo depois eles se acalmam e voltam com o comportamento normal, ótimo.

gato ericado

Você pode, inclusive, deixá-los chegar bem perto para se cheirarem. Isso se eles mesmos quiserem, e a atitude partir deles. Caso isso aconteça, e o resultado seja positivo, recompense-os, e passe para a próxima etapa. De qualquer maneira, você pode seguir em frente caso eles simplesmente ignorem a presença do outro gato. A ideia é simplesmente não haver tensão, estresse e brigas. Se tudo estiver calmo, siga em frente.

 

PASSO 6: HORA DA APROXIMAÇÃO

Percebendo que todos os envolvidos estão tranquilos e receptivos, é hora de abrir a porta do quarto totalmente. Mantenha à mão, como sempre, petiscos e brinquedos para distraí-los.

Observe-os de perto, e nunca os deixem sozinhos nos primeiros momentos. E, acima de tudo, saiba diferenciar brincadeiras de agressões. Muitos donos têm dúvidas quanto a isso, pois os gatos brincam de lutinha. A brincadeira deles envolve perseguição, tapas, e mordidas no pescoço. Mas é bem diferente de agressão. Vou colocar dois vídeos aqui, retirados do YouTube, para explicar melhor o que quero dizer.

É perceptível que, por mais que pareça briga, esses dois estão bem relaxados. Não há gritos, não há pêlos eriçados, não há rosnados, não há orelhas baixas. As brincadeiras são assim. Muitas são mais intensas do que essa, os gatos saem correndo, rolam, se mordem com mais força. E sim, eventualmente um rosnado ou uma bufada aparecem. Mas essa é a maneira que eles têm de mostrar do que não estão gostando.

Numa briga de verdade, é isso o que temos:

Percebem a diferença? Esses dois gatos estão tentando impôr seu espaço. Percebem como, quando eles partem para a agressão, é muito diferente de uma simples e inocente brincadeira? Tem muito mais gritaria. Apesar de esses gatos não estarem com o pêlo eriçado, percebe-se claramente a intenção de agressão. A postura de um gato agressivo é mais ou menos assim:

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Dá pra ver bem as orelhas abaixadas e o pêlo eriçado, certo? Há rosnados e gritos. Por outro lado, um gato assustado também pode partir para a agressão. Nem sempre ele se apresenta com essa postura erguida. Quando eles têm medo, também atacam para se defender. E geralmente ficam assim:

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Corpo abaixado, quase de barriga pra cima, com as orelhas muito abaixadas, e as pupilas dilatadas. Bufam bastante, e rosnam às vezes. Tome muito cuidado com gatos assim, eles estão a um segundo de atacar, basta se sentirem encurralados e incapazes de fugir.

Se você acabar com dois gatos grudados, brigando mesmo, procure tentar separá-los calmamente. Não grite, não parta para a agressão. Aproxime-se gentilmente, e tente pegar o gato que você está mais acostumado. Cuidado para não virar o alvo. Na dúvida, tenha sempre uma toalha em mãos para conseguir intervir sem se machucar.

De maneira geral, procure manter as interações entre os gatos recém-apresentados o mais positivas possível. Como sempre, prefira sessões de apresentação curtas e que terminem bem. Não é porque você conseguiu abrir a porta, e houve uma boa interação, que pode deixá-los juntos o tempo todo, muito menos sem supervisão. Retorne o novo gato ao quarto santuário, para que todos possam relaxar novamente, principalmente quando não houver ninguém para observá-los. Aumente o tempo de convivência gradativamente.

Conforme os gatos forem se conhecendo e se adaptando, eles vão estabelecendo as próprias regras territoriais. Para que a relação se mantenha saudável, a sua casa deve estar preparada para abrigar dois ou mais gatos.

cats together

MUDANÇAS AMBIENTAIS

Para evitar brigas e desconfortos por falta de território, todos os gatos da casa devem ter suas próprias coisas. Ou, pelo menos, o suficiente para poderem dividir. Você deve oferecer lugares para todos poderem dormir confortavelmente, brinquedos suficientes, potes de água e potes de comida em diferentes locais, banheiros para todos, postes de arranhar, lugares para subir e cantos para se esconderem. Todos os moradores da casa devem ter isso. Dessa maneira, conseguem manter a relação o mais saudável possível.

A dica para uma introdução tranquila e correta de um novo gato na casa, é ter muita paciência. Não é um processo rápido e simples, e quanto mais você tentar apressar as coisas, mais chances de falhar. Pode demorar semanas, até meses, para que vocêconsiga que todos estejam se sentindo bem uns com os outros. E mesmo assim, você tem que saber que, nem sempre, a relação que vai se estabelecer entre os gatos vai ser de amizade. Gatos amigos são gatos que dormem juntos e se dão banho. Se seus gatos não fazem isso, eles apenas dividem o mesmo território, e toleram a presença um do outro. E muitas vezes é só até aí que conseguimos chegar. O sucesso está, simplesmente, em um ambiente tranquilo e livre de desavenças.

Se você percebeu que fez a introdução errada, e até hoje seus gatos não se dão bem, talvez seja a hora de reintroduzi-los. Você pode fazer tudo isso que eu disse aqui, desde o começo, pra tentar fazer dar certo dessa vez. Procure deixar o gato mais recém-chegado fora de casa alguns dias. E quando o trouxer novamente, faça o passo-a-passo como deve ser. Há, sim, a chance de eles se entenderem dessa vez, não perca as esperanças!

cats licking

Na próxima semana, vou conversar com vocês a respeito de Agressividade. Tanto de gatos com gatos, de gatos com os donos, e por aí vai. Quais são os motivos, e como lidar com ela. Fiquem de olho na página no Facebook para não perder nenhuma atualização!

Se vocês estiverem com dúvidas quanto ao comportamento dos gatos, principalmente na questão briga x brincadeira, façam um videozinho e fiquem à vontade para me mandar no [email protected], que tentarei esclarecer.

 

M.V. Luísa Navarro
Dúvidas ou sugestões? Deixe um comentário, ou escreva para [email protected]

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