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Conheci a Ale através dos comentários aqui no Cat Club, e foi impossível não adorar a história dela e do seu gosto maravilhoso por animais especiais. Pedi pra ela contar um pouquinho pra gente como tudo começou, e adorei a história! Espero que gostem também!
Obrigada por compartilhar, Ale! 😉

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Me chamo Alexandra, tenho 17 anos e moro no Gama – Distrito Federal. Estou aqui para contar como minha história com os gatos começou, e o quanto eles são importantes na minha vida.
A história se inicia quando eu tinha cinco, quase seis anos. Minha mãe e meu pai chegaram em casa depois do trabalho e me chamaram na cozinha, e quando eu olho embaixo da mesa havia um gatinho miudinho de lindos olhos cor de mel me olhando. Eu lembro que fiquei radiante! O batizei de Danilo. Meses depois meu pai chegou com outro gatinho, também muito pequeno, ele era irmão do Danilo, mas de ninhadas diferentes. Ele era branquinho do olho azul, e eu, muito criativa, botei o nome de Gasparzinho! rs
Eu não me lembro muito deles, eu era nova, mas lembro que o Danilo era muito carinhoso e adorava dormir comigo. O Gasparzinho era safado, como diz meu irmão. Adorava ficar na rua brigando no telhado… Infelizmente nós não conhecíamos o conceito de posse responsável, eles iam para a rua, não eram castrados e as vacinas eram aquelas bem vagabundinhas.
Desde essa época minha família notou como eu me dava bem com os gatos, e meu irmão mais velho fez o teste: ele chamava e chamava os gatos e eles nem aí, então ele falava pra eu chamar, e eu dizia: “Danilo, vem cá Danilo! Gasparzinho, vem!”. E na hora os dois viravam e vinham na minha direção miando.
O dia em que eles sumiram foi um pouco estranho, eu já estava com 7 anos e me lembro que estava brincando na rua com minhas amigas, quando eu os vi saindo de casa. Na hora eu fiquei desesperada e nós começamos a tentar pega-los e os seguimos. Claro que eles conseguiram escapar das nossas vistas. Depois desse dia eles nunca mais apareceram! Parece que eu senti isso, pois eles sempre saíam e eu nunca me preocupei, sempre achei que eles iriam voltar, mas esse dia não. Às vezes fico imaginando se, naquela época, nós soubéssemos cuidar deles adequadamente iriam estar aqui até hoje, com 12 anos.

Depois disso, fiquei muitos anos sem ter gatos, fui ter outro novamente com 11 anos. Eu tinha ido numa agropecuária com minha mãe, não me lembro pra que, acho que foi justamente com a intenção de adotar um gato, mas não sei se foi isso mesmo. Chegando lá, haviam 4 gatinhos dentro de uma gaiolinha, todos dormindo amontoados. De cara eu olhei e achei lindo um gatinho que estava dormindo em cima do bumbum do irmãozinho. Ele era pretinho com algumas pouquíssimas partes brancas. Ele era lindo e foi batizado de Meia-Noite. Ficou apenas 8 meses comigo, também no dia que sumiu eu não queria deixa-lo sair. Eu o amava, dormia comigo, era um louco e adorava me perseguir pela casa!
Passados 15 dias do desaparecimento do Meia-Noite, adotei o Sonic. Estava sentindo falta de um gato comigo e sofrendo muito pelo desparecimento! Eu já havia ido em 3 pet shops e quando minha mãe estava quase para desistir achamos um que tinha um gatinho para adoção.
Sonic me completava, havia algo diferente nele, sempre amei gatos, mas ele tinha algo a mais. Engravidei aos 13 anos e apesar de toda minha família, namorado e amigos apoiarem, me afastei de todos, me sentia muito culpada. E adivinha quem ficou comigo? SONIC. Se não fosse por ele não sei teria aguentado passar por aquilo, não sei se meu psicológico seria o que é hoje. Todas as noites que eu chorava ele deitava comigo e me lambia até que eu dormisse. Se a nossa ligação era forte antes, naquele momento então, muito mais. Ele era castrado, vacinado e muito bem cuidado. Na época descobri a tal da tela de proteção, comecei a pesquisar sobre gatos que não vão para rua… Eu já sabia que ele não deveria sair, que a rua era perigosa, mas até então, não sabia como impedi-lo de ir.
Até o dia que ele foi passear e não voltou. Fiquei três dias a sua procura, o sol nem aparecia e lá estava eu chamando seu nome, sem sentir o rosto e os dedos por causa do frio. Até que no dia 23 de maio – exatamente um mês antes do nascimento da minha filha – encontrei ele morto no lote da frente da minha casa. Meu mundo desabou ali, nada mais ia me fazer sentido sem ele, um dos momentos mais triste que já vivi.
Meu Sonic se foi, ele iria fazer 1 ano no dia 29 daquele mês, eu iria colocar telas, mas já era tarde.
Então desde aquele dia, prometi pra mim mesma que nenhum gato ia sofrer por algum descuido meu.

E depois de pouco mais de dois anos sem gatos, adotei o Diego (17/04/12), um gato caramelo de 5 meses com o pelo mais macio que já vi. Quando fui busca-lo, ele estava deitado tomando sol. Até então, só havia visto de longe. Olhei os outros gatos que haviam na casa mas eram todas fêmeas, os dois únicos machos a moça não iria doar, foi aí que pedi para ver aquele gatinho deitado lá fora. A moça me alertou que ele tinha o rabo cortado, e se espantou quando eu disse que aquilo não faria diferença alguma pra mim. Assim que eu o peguei no colo, senti uma alegria muito grande, e ele colocou a patinha no meu rosto como se estivesse fazendo um carinho.

Meses depois, eu estava a procura de um gatinho especial – queria de preferencia um cego dos dois olhos. –
Foi quando em novembro a minha querida Kátia me mostrou o Jhonny, um gatinho que ficou cego de um olho após levar um chute. Na hora entrei em contato com as protetoras que o ajudaram (Marília e Darly) e no dia 24 de novembro ele foi entregue aqui em casa. Até hoje agradeço muito a Darly e a Marília por me darem a chance de conviver com o Jhonny.

E minha última adoção foi o Oliver, um gatinho da raça ragdoll bastante traumatizado. Gatos dessa raça são famosos por serem muito carinhosos e bastante sociáveis. O Oliver é muuuito carinhoso, porém tem medo de tudo. Onde ele morava, os donos falaram que ele só ficava embaixo do sofá, coisa estranha para qualquer gato e quando se fala dessa raça então, mais ainda. Mas graças a uma amiga, Talita Rezende, que também tem um ragdoll, estou conseguindo fazer com que ele fique mais calmo na presença de visitas e pegue mais confiança. Oliver chegou no dia 16 de março de 2013.

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E é isso ai pessoal, espero que tenham gostado da minha história com esse animais tão fascinantes. Um grande beijo e até uma próxima =*

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