A série Gatos Trabalhadores foi idealizada pelo Cat Club com o objetivo homenagear a trajetória de dezenas de gatos e gatas guerreiros do Brasil e do mundo, que adoram marcar ponto nos mais variados ambientes de trabalho dos humanos e de quebra, conseguir aquela grana que vai garantir o tão suado e desejado sachê de cada dia.

Nós recebemos centenas de mensagens de várias partes do Brasil com diversas histórias de gatinhos que convivem nos espaços profissionais dos humanos. Tem gato que trabalha em biblioteca, farmácia, clínica veterinária e até no planetário! Não é incrível saber que gatos e humanos podem ser também colegas de trabalho e juntos contribuir para uma sociedade melhor?

Hoje nós vamos apresentar a Maya, uma gatinha muito especial, que de abandonada às margens de uma grande avenida, se tornou uma importante “catssistente” de um laboratório de neurobiologia!

Tudo o que você vai ler a seguir, aconteceu no início deste ano e quem vai contar essa história é a própria tutora de Maya, a neurobióloga Karen Silvia Carvalho:

“Eu a encontrei na pista expressa da Marginal Pinheiros, no caminho pro trabalho. Passei com o carro e bati o olho em algo no cantinho da pista esquerda e quando consegui entender que era um gatinho, já tinha passado dela. O coração veio na boca e já comecei a fazer outro caminho pra conseguir voltar naquele ponto, rezando pra que o bichinho não se mexesse e nem saísse dali, pro pior não acontecer…

Levei quinze minutos pra dar a volta e chegar e já fui com o pisca alerta ligado para mostrar aos outros carros que ia parar. Consegui parar do lado do gatinho, abri a porta do carro e o pus pra dentro, aí reparei que não tinha movimento nas perninhas. No caminho pro trabalho, parei num supermercado e comprei sachê e lenços umedecidos de recém nascido, pra poder limpá-lo. Já no laboratório, vi que era fêmea. A limpei um pouco e dei sachê e ela comeu desesperadamente. 

 Maya é especialista em revisão de textos e análise de gráficos avançados

A coloquei numa caixinha e ela dormiu o dia todo, pois conseguiu se acalmar, ao ver que estava segura. No fim do dia a levei num veterinário e a médica disse que a falta de movimento nas patinhas era devido a trauma, mas não soube dizer como pode ter ocorrido. Fiz raio x e viu-se que não havia fratura, mas compressão em dois discos intervetebrais.

O ortopedista iniciou tratamento com anti-inflamatório e nesse período ela começou a recuperar um pouco dos movimentos. Mas como ela não faz xixi sozinha, tenho que esvaziar a bexiguinha dela manualmente. Após o remédio, iniciou-se acupuntura e ela está mostrando bastante progresso, mexendo mais as patinhas, apesar de não conseguir se sustentar. Xixi ainda não faz sozinha.

Mas ela é muito ativa, brincalhona, adora um dos meus gatos (ele meio que a adotou) e é carinhosa. Nem parece que tem probleminhas. No laboratório eu a deixo dentro da caixinha de transporte e ela dorme bastante, come, brinca, me ajuda a tomar conta das lâminas, fazer gráficos, escrever textos e brinca com os plásticos.

 Maya inspecionando se os instrumentos  e materiais estão aptos para utilização

O prognóstico dela é bastante positivo e estou firme no tratamento dela, torcendo para que ela volte a andar normalmente e que faça xixi sozinha, para que fique independente de mim pra isso.”

 Tudo certo com os equipamentos e materiais, mamãe!

A Maya, além de linda, é uma gatinha muito guerreira e merece todo carinho do mundo! Nós estamos na torcida para que ela consiga superar todas essas dificuldades! Também queremos parabenizar à Karen Silvia Carvalho, que foi um verdadeiro anjo! Obrigada por não desistir da Maya!

E você, conhece algum gatinho trabalhador e quer a história dele aqui no Blog Cat Club? Envie um e-mail para [email protected]

Nós teremos o maior prazer publicá-la! 🙂

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