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Foto: José Lopes

Muitas mulheres, ao engravidarem, seguem o conselho absurdo de alguns ginecologistas, que decidem: Livre-se do seu gato, ou você e seu filho terão toxoplasmose, ou vc poderá sofrer um aborto.
Sinceramente, antes de médicos, eles deviam tentar se tornar um pouco mais humanos.

A Toxoplasmose é causada por um protozoário, que pode, sim, estar presente no organismo de gatos, que podem se infectar através da ingestão de carne crua e fezes de animais infectados.
Mas, se vc levar em consideração o fato de que apenas 1% dos gatos realmente transmitem a toxoplasmose, vai ver como a atitude de se livrar do gato na gravidez é absurda. Ainda mais se seu gato é criado dentro de casa.
Para ter uma gestação saudável, é bem simples: evite contato com a caixinha de areia, pois a transmissão se dá apenas através da INGESTÃO das fezes do animal. Assim, mesmo que ele esteja infectado, quais são as chances?
Além disso, um simples exame de sangue poderá dizer sem problemas se o gato tem, ou não, o protozoário. Simples assim.
Então, antes de pensar em se livrar daquele que foi seu companheiro por tanto tempo, pense bem: é mais fácil vc pegar toxoplasmose comendo uma fruta mal lavada do que através do gato. Deixe o pobrezinho em paz, ele só tem a acrescentar ao seu futuro filho. Quer saber como? Lá vai:

Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação são mais saudáveis, e estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alergênicos encontrados nos animais.

Além disso, a convivência com um animal estimula o desenvolvimento emocional e social da criança, ensinando também a responsabilidade, o respeito e a amizade pelos animais.

Uma conhecida minha, um dia desses, me pediu ajuda pra doar uma cachorrinha, que ela tinha pegou na rua, mas que não podia ficar, porque o filho pequeno, de 4 anos, batia e maltratava a cachorra. Minha vontade foi de dizer: Eduque seu filho, coloque limites, ensine valores pra ele, mostrando que aquele serzinho, mesmo sendo diferente dele, é seu irmãozinho menor, é como ele, e merece tanto amor quanto ele. Ensine isso desde cedo, e essa criança vai crescer e virar um ser humano maravilhoso.
Mas preferi pegar a cadelinha e arrumar um dono melhor. E assim foi.
O que quero dizer é: Não adianta colocar uma criança do lado de um animal, e largar. Se vc quer que se deem bem, precisa ensinar – e isso é muito mais fácil quando se trata de um bebê – que precisa existir respeito.
É preciso acompanhar, de perto, essa convivência. Gatos, apesar de super pacientes, também seguem seus instintos. Então nunca deixe um bebê frágil sozinho com um animal sem supervisão, até que exista segurança suficiente, ou não.
Mas nunca prive seu filho da presença mágica de um animal de estimação. Ele merece e precisa disso.

E um dia ainda vai te agradecer.

Este post foi inspirado por uma pergunta enviada por uma leitora, a Janaina.
E principalmente pelas fotos maravilhosas que o ilustra, tiradas pelo José Lopes, da convivência de seu filho com a Mingau, essa gatinha linda, que infelizmente partiu deste mundo no ano passado.
Obrigada, José e Mingau, pelos momentos eternizados que enchem nosso coração de amor. <3

“O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a ‘humanização’ dos bichos reflete claramente a falta de humanidade das pessoas projetada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos.”
Olegário Schmitt

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