A Esporotricose é uma doença causada pelo fungo Sporotrix Schenkii, considerada uma Zoonose, por ser transmitida entre animais e seres humanos.

Como acontece o contágio?
Uma das principais fontes de contágio é através de ferimentos ao manusear plantas ou terra infectada, já que é no reino vegetal a maior fonte de contágio.
Inclusive, a Esporotricose é conhecida também como “a doença da roseira”, pois é bastante comum o contágio após o animal ou a pessoa se ferir em espinhos infectados pelo fungo.
Além de presente em meio à vegetação, o fungo da Esporotricose também é muito encontrado em locais onde a higiene é precária, como em meio ao lixo.
Depois do animal infectado, ele contaminará outros animais e seres humanos através do arranhão e da mordida, além de desenvolver os sintomas da doença, que se não for tratada, levará o gato a uma morte lenta e muito sofrida.

Quais são os sintomas?
Normalmente o primeiro sintoma é uma ferida em alguma parte do corpo do gato, normalmente nas áreas mais comuns de ferimentos em brigas, com uma aparência de úlcera purulenta. Esta ferida é chamada de cancro esporotricótico, e se não for tratada, ela se alastra por todo o corpo do gato, o que pode afetar ainda órgãos vitais, o que complicará ainda mais o caso e levará o gato à morte. Por isso, ao perceber uma ferida que não cicatriza normalmente, ou está aumentando cada vez mais, CORRA pro veterinário!

Como é feito o diagnóstico?
Através do exame clínico e do exame de lâmina, onde é recolhida uma amostra da secreção da ferida para exame laboratorial. Algumas vezes, mesmo os exames podem dar negativo, então dependerá da experiência do veterinário e dos relatos do proprietário do animal (sobre se o animal vai à rua, se teve alguma briga recente, etc).

A Esporotricose tem cura?
Sim! Quando antes for detectada, mais rápido e mais chance de cura o gato terá!
O tratamento é bem longo, normalmente leva no mínimo 6 meses, e é feito com antifúngicos orais, administrados diariamente.

Como é a Esporotricose em Humanos?
Nos seres humanos, a Esporotricose também tem cura é uma doença com um tratamento bem simples.
Na maioria das vezes, nos seres humanos a lesão começa como um carocinho avermelhado, parecido com uma picada de inseto. Com o tempo, o carocinho fica mole, libera uma secreção purulenta e vira uma ferida dolorosa, que quase sempre aparece nas mãos, braços ou pernas, e podem se alastrar pelo resto do corpo se não forem tratadas.
Em cerca de 10% dos casos, a Esporotricose em Humanos evolui para a cura naturalmente, mas na maioria dos casos é necessário tratar com antifúngicos, em um tratamento que leva no mínimo 3 meses.

Dicas importantes para quem tem gatos com Esporotricose:

– É muito importante isolar o animal infectado de outros animais, por isso, o ideal é deixá-lo em um ambiente onde ele não tenha contato com outros animais e humanos durante o tratamento. Em hipótese alguma deixe-o ir à rua.

– Ter sempre cuidado ao manusear e medicar o gato, usando luvas e evitando arranhões ou mordidas.

– Para uma recuperação mais rápida, é importante manter a imunidade do gato lá em cima. Por isso, uma alimentação de qualidade é importantíssimo.

– Apesar do animal precisar ficar isolado durante o tratamento, tente deixar o local o mais confortável e agradável possível, para evitar que o animal se estresse ou fique deprimido, o que dificultará sua recuperação.

– Manter o ambiente sempre limpo com água sanitária ou cloro.

– Após alguns meses de tratamento, mesmo que as feridas cicatrizem, não pare o tratamento, ele precisa ser feito até o final, como recomendado pelo veterinário.

– Lesões no nariz podem ter uma cicatrização mais lenta que as demais.

– Os remédios usados no tratamento podem ser manipulados, o que os deixam mais barato, mas é preciso ter muito cuidado com a escolha da farmácia. Escolha sempre uma de sua confiança, pois existem casos de remédios manipulados que não fizeram o efeito prometido.

– Alguns veterinários podem recomendar a eutanásia em casos de Esporotricose, muitas pessoas ainda acham que é uma doença sem cura. Não aceite uma primeira opinião, procure sempre uma segunda, terceira ou até quarta. Porém, em casos muito avançados, onde o animal já está tomado pela doença, sem reagir ao tratamento e encontra-se em sofrimento, cabe ao proprietário decidir sobre este assunto tão delicado.

A FIOCRUZ, no Rio de Janeiro, consulta e trata gratuitamente casos de Esporotricose em animais e humanos. Para se informar, seguem os contatos:
(21) 3865-9553 | http://www.ipec.fiocruz.br


esporotricose

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Fontes: SOS Felinos | Portal Medicina Felina

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  • Eduardo Detetive

    Olá, parabéns pelo empenho e pela matéria. Tenho uma dúvida! É possível um gato ter Esporotricose e não apresentar sintomas? Digo isso pq qdo eu adotei a minha gatinha, Kira, ela, apesar dos maus tratos que sofreu ñ apresentava nenhuma ferida na pele, único problema encontrado, além das pulgas, foi sarna no ouvido, e mesmo assim todos que tiveram contato com ela apresentaram os sintomas descritos.
    Os médicos disseram que o que tivemos foi impetigo. Todos tomaram antibióticos por 10 dias e o problema saiu e nunca mais voltou.
    Caso seja possível ter Esporotricose e ñ apresentar sintomas como faço para verificar isso na minha gata?
    Obrigado!

  • Marcela Nascimento

    O veterinário disse que a esporotricose no nariz não tem cura e que voltará sempre. Isso é verdade?