Quando você decide levar para casa um gato, seja comprado ou adotado, é preciso pensar muito bem nas responsabilidades que está assumindo. Cuidar de um gato não é uma tarefa difícil, mas também não é simples.

Muitas pessoas não acreditam que é possível criar um gato sem que ele tenha acesso algum à rua. Por natureza, os gatos são animais extremamente adaptáveis, e convivem muito bem em locais pequenos, pois são espertos e independentes. Não importa se você mora em um apartamento, se sua casa não tem quintal, se você passa parte do dia fora de casa trabalhando ou estudando. Isso definitivamente não é problema para seus gatos.

Algumas raças ficam extremamente tristes quando não passam um tempo diário com o dono. O gato quer carinho, atenção e quer brincar. A verdade é que o gato preza sim por um tempo e espaço próprio, mas ainda assim, eles são muito apegados aos seus humanos.

Para cuidar de um gato você precisa dedicar um tempo, todos os dias, para ele. Você pode trabalhar sossegado, seu gato conseguira ficar ocupado durante o dia. Mas, vai exigir sua atenção quando você voltar.  

A grande dúvida fica em manter o gato preso ou solto. A expectativa de vida dos gatos diminui consideravelmente quando o pet vive solto.O ideal é contar com um ambiente aberto, porém, controlado, como o quintal de casa por exemplo. O exterior é apenas para ele dar uma volta ao ar livre. Não é recomendado manter o gato preso o tempo todo, ele precisa do contato com o lado de fora. Algumas raças, quando mantidas presas, ficam estressadas.

Dentro de casa mantenha um local fixo onde esteja a ração, água e a caminha do animal, e que seja afastado dos pontos mais movimentados da casa, para ele descansar.  

Muitas pessoas pensam na prevenção de acidentes, como queda de muros ou telhados e atropelamentos, mas poucas sabem que o contato com outros gatos na rua pode transmitir duas doenças fatais como a leucemia e a aids felina.  

A primeira transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva, mordedura e arranhões de um outro gato contaminado. Conhecida pela sigla FELV – Vírus da leucemia felina – esta doença ataca tecidos e órgãos do sistema respiratório, lesões de pele, anemia, retardo na cicatrização e problemas reprodutivos.

A Aids felina, FIV – vírus da imunodeficiência felina –  corresponde a um vírus que ataca e enfraquece o sistema imunológico do gato. Alguns animais resistem temporariamente ao vírus. Porém, uma vez infectado, o vírus tem o poder de encurtar bastante a vida do animal. De 80 a 85% dos gatos morrem em até três anos e quase a metade morre em até um ano. Entretanto, alguns gatos expostos ao vírus tornam-se portadores e podem não desenvolver a doença durante algum tempo. Mas carregam o vírus em seu corpo e podem infectar outros gatos.

Não existe tratamento específico para ambas as doenças. A maioria dos gatos infectados morre de doenças secundárias. outros animais podem desenvolver câncer.  

Dicas para manter o gato em casa:

  • Coloque tela em suas janelas e sacadas. O gato precisa de um lugar seguro para não cair ou se machucar. Se você mora em casa, mantenha o quintal seguro, como aumentando os muros ou restringindo o acesso a telhados, árvores, ou objetos que dão acesso a rua.
  • Tenha um local seguro e confortável, com alguns brinquedos, água e comida para o gato. Se você fica muito tempo fora de casa, pense em adotar outro gato, para que faça uma companhia. Lembrando de castrá-los ainda pequenos, assim evitará demarcação de território, brigas, cruzamento indesejável, além de deixá-los mais calmos.
  • Mesmo mantendo seus gatos em casa, eles necessitam de vacinação periódica e assistência veterinária periódica e de qualidade, pois, eventualmente, eles ainda correm o risco de problemas de saúde.
  • Tenha um espaço para o gato correr, nem que seja um quarto. Ao contrário dos cães que precisam sair para se exercitar, os gatos são “caçadores” e costumam correr bastante por períodos relativamente curtos. Um corredor, com um comprimento razoável, pode ser considerado um espaço suficiente.
  • Geralmente, os gatos levam 15 dias para se adaptar a uma nova situação, como por exemplo, não sair à rua. Portanto é melhor acostumá-los a ficarem dentro de casa desde filhotes.

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