A operação Gatinho Acústico foi um projeto secreto lançado pela CIA em 1960, durante a Guerra Fria, e que tentava usar gatos para espionar o Kremlin e embaixadas soviéticas, gravando as ligações entre os edifícios na área.

Para isso eles criaram praticamente gatos biônicos: instalaram microfones no canal auditivo de gatos, uma bateria e uma antena transmissora que passava ao longo da espinha até a cauda.

O objetivo era treinar os gatos para se aproximarem discretamente de alvos como embaixadores soviéticos e gravar suas conversas.

A primeira missão do gato seria espreitar dois homens em um parque na comunidade soviética da Avenida Wisconsin em Washington, D.C.. O animal foi solto nas proximidades. A operação porém fracassou, pois o gato foi atingido e morto por um táxi quase que imediatamente.

Hoje em dia, a própria ideia provocaria protestos dos ativistas de proteção dos diretos dos animais. Talvez naquele período a reação tivesse sido a mesma, mas o estatuto secreto da operação fez com que só fosse revelada anos depois. Mais tarde, o equipamento dentro do animal foi modernizado para que o último não se distraísse ao sentir fome.

Esta nova tecnologia, implantada no gato, aumentou o custo total do projeto para 20 milhões de dólares (R$ 64, 7 milhões), um valor exorbitante para aquele tempo. O dinheiro foi gasto em vão, pois o fim do gato foi trágico — este perdeu a vida do modo mais inesperado.

Pouco tempo depois o projeto foi considerado um fracasso, com os pesquisadores da CIA chegando ao veredicto de que poderiam treinar gatos para locomoverem-se em curtas distâncias, mas que fatores ambientais e de segurança os obrigaram a concluir que não seria satisfatório do ponto de vista prático.

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