agress

Acredito que grande questão da agressividade nos gatos, tanto contra outros gatos, quanto contra humanos, seja a compreensão. O que eu percebo no consultório, como veterinária, é que muitos donos abordam o assunto como se fosse algo casual, da personalidade do animal. Mas vai muito além disso.

mad-cat

Gatos agressivos não são assim simplesmente porque esse é o jeito deles. Agressividade é um problema, e requer tanto um diagnóstico, quanto um tratamento. Há sempre um motivo por trás de um comportamento agressivo, uma motivação. Gatos não são criaturas malvadas!

A agressão em si é um comportamento normal da natureza animal, porém inapropriado no ambiente humano. É uma forma de comunicação. O que acontece é que, quando o gato tem a motivação inadequada, esse comportamento se distorce, e passa a ser um problema.

cat fight

Então, ponto número um: entender que agressividade é, sim, um problema. A partir disso, precisamos começar a entender o que motiva o gato a agir agressivamente.

Antes de tudo, meu conselho continua sendo o mesmo de sempre: levar seu amigo a uma consulta com seu veterinário de confiança. Há muitos problemas médicos que podem ser responsáveis por comportamentos agressivos, tais como: alterações neurológicas; dor – na coluna, nas patas, na barriga, ou em qualquer lugar; doenças endócrinas – hipertireoidismo; distúrbio da disfunção cognitiva – ou “alzheimer” felino; entre outras. Ou seja, deve-se descartar todos esses problemas médicos antes de afirmar que o seu amigo tem um problema comportamental.

Descartados todos esses problemas, hora de tentar entender o que se passa na cabecinha do seu amigo.

angry cat

Aqui vale a sua observação. Tente responder a todas essas perguntas:

1) A quem seu gato ataca? – Você? Algum parente/amigo/estranho? Outros gatos? Cachorros?
2) O que aconteceu logo antes do ataque? – O que ele estava fazendo?
3) Qual a frequência dos ataques?
4) Ele sempre fez isso, ou começou de repente? Você consegue identificar a ocasião em que os ataques começaram? – Algum animal/membro novo na casa? Mudança de residência? Etc.
5) Ele “pensa” bastante antes de atacar, ou simplesmente sai correndo e ataca?
6) Qual a resposta imediata ao ataque? – Você/a pessoa briga? Agride? O outro gato/cachorro responde?

Todas essas questões ajudam a identificar a motivação que o seu gato tem para atacar. Procure observá-lo muito, pois a sua percepção é muito importante. Podemos categorizar em alguns itens:

 

AGRESSÃO POR MEDO

Esse tipo de agressão está diretamente relacionado com uma tentativa de defesa do gato. Alguma coisa aconteceu para que ele ficasse com medo, e ele sentiu que não havia outra escolha além do ataque. Geralmente acontece em situações específicas: uma pessoa desconhecida na casa; a introdução de um novo animal (saiba como fazer!); algum objeto estranho (aspirador de pó, vassoura, secador de cabelo, etc); etc.

O ataque acontece quando o animal sente que não há possibilidade de escape daquilo que o assustou, o que geralmente acontece quando ele fica encurralado, e não tem por onde sair.

O gato, nesses casos, geralmente assume uma postura defensiva: corpo abaixado, orelhas abaixadas, cauda “protegendo” o corpo, e pupilas dilatadas. Antes do ataque, eles rosnam e “assopram” (o famoso “fu”).

defensive cat

Muito cuidado ao se aproximar de um gato nessa posição. Se ele não tiver por onde escapar, há grandes chances dele partir para o ataque!

 

AGRESSÃO TERRITORIAL

Geralmente contra alguém entrando em um ambiente em que o gato está, seja o próprio dono, seja alguém desconhecido, seja outro animal. Esses gatos costumam simplesmente correr e atacar, sem “pensar” muito antes de fazê-lo. Pode estar relacionado com agressão por medo, cujo resultado do ataque foi positivo para o gato (o indivíduo assustador se retirou do ambiente), e ele passa a fazê-lo conscientemente.

Eles costumam assumir uma postura ofensiva: corpo elevado, pêlos arrepiados, cauda em “espiga de milho”, orelhas eretas ou abaixadas, e pupilas dilatadas. Podem rosnar e “assoprar” antes do ataque, ou simplesmente sair correndo e partir para a agressão.

Adult Maine Coon female cat, Serafin, in fierce defensive posture

 

AGRESSÃO POR FRUSTRAÇÃO

Esse tipo de agressão também pode ser por impulsividade ou por dominância. Ocorre geralmente contra membros da família, em casos em que o gato não recebe aquilo que espera (carinho, petisco, colo, etc). Costumam agredir quando o dono, por exemplo, interfere com alguma situação (tirar do colo, parar de fazer carinho, etc).

O gato não assume postura defensiva e nem ofensiva, e nem “avisa” antes de atacar (com rosnados ou “sopros”), simplesmente agride, impulsivamente. É como se o gato estivesse impondo uma situação, tentando “mandar” em você. São animais que comumente apresentam comportamentos para chamar a sua atenção (ficam o dia todo do seu lado, miam o tempo todo, comportam-se como se estivessem “mamando”, etc).

cat on lap

 

AGRESSÃO POR CARINHO

Quem nunca passou por isso? Estava lá, naquele momento de puro amor, fazendo um carinho gostoso naquele gatinho lindo, e ele, de repende, tenta arrancar sua mão? Isso é uma agressão induzida por carinho.

Tem gatos que simplesmente detestam que você encoste na barriga, ou nas patas, por exemplo. Vai de cada um, eles só não toleram. Geralmente os ataques acontecem com pouco ou nenhum aviso.

 

BRINCADEIRA AGRESSIVA

É como se o gato tratasse a vítima como presa. Pode acontecer tanto contra o dono, quanto contra outras pessoas ou animais da casa. Eles geralmente “pensam” bastante antes de atacar, agem como se fosse uma caça mesmo. Param com o corpo abaixado, com a parte traseira levemente erguida, olhando fixamente para a “presa”; a cauda se movimenta bastante, as pupilas estão normais ou dilatadas, mas as orelhas estão em posição normal, viradas para frente. E, de repente, saem correndo e atacam.

cat hunting

 

De modo geral, as agressões acontecem por algum desses motivos descritos acima. Essas são as possíveis motivações para o gato atacar. O que acontece, muitas vezes, é que não conseguimos identificar o motivo inicial porque o comportamento já existe há muito tempo. E nem sempre tudo é tão claro quanto eu descrevi. O gato pode ter uma mistura de motivações, que, juntas, resultam no comportamento agressivo. As perguntas lá em cima ajudam a distinguir qual a possível motivação do seu gato para partir para a agressão. Por isso que a sua observação é muito importante.

As dicas que eu vou dar aqui, agora, são dicas generalistas, para tentar melhorar essas agressões. Teoricamente, com elas, casos brandos e simples podem ser resolvidos. Mas se o seu gato é muito agressivo, a ponto de ser um perigo para outros animais e até mesmo para a sua família, ou se você não consegue identificar qual a motivação por trás dos ataques, eu lhe aconselho a procurar um profissional especializado em comportamento. Hoje em dia podemos contar com veterinários comportamentalistas, que trabalham única e exclusivamente com o diagnóstico e o tratamento de problemas comportamentais. Ao final desse post, vou indicar alguns profissionais que conheço e confio.

 

PUNIÇÕES

A maneira como você reage a uma agressão é extremamente importante. Nós NUNCA devemos punir um gato, nem verbalmente, e muito menos fisicamente, independente da situação. A punição só deixa o animal ainda mais ansioso e assustado, e piora o comportamento inadequado.

No caso de a agressão ser contra outros animais, você deve tentar interromper o ataque. Para isso você pode utilizar o que chamamos de punições despersonalizadas, que são aquelas que o gato não sabe que partiu de você.

Pode-se utilizar borrifadores de água, latas com moedas dentro para fazer um barulho forte, ou um repelente ultrassônico.

Se a agressão for contra pessoas, principalmente naqueles casos de brincadeiras agressivas, a pessoa não deve se comportar como presa. Ela deve ficar imóvel, sem punir ou reforçar o comportamento. Brincadeiras “de mão” com o seu gato não são benvindas, e não devem ser incentivadas. Já as punições despersonalizadas estão permitidas.

scared cat

 

MODIFICAÇÕES AMBIENTAIS

O enriquecimento ambiental é a chave para um gato mentalmente saudável. A ideia é transformar a sua casa em um ambiente em que o seu gato possa agir como gato. Ele precisa caçar, pular, brincar, correr e arranhar. Eu comentei um pouco a respeito de enriquecimento ambiental no post sobre gatos que miam demais, dê uma olhada na parte em que falo sobre ansiedade.

A questão é que um gato ansioso pode desenvolver comportamentos inadequados. Se o seu gato não é estimulado da maneira correta, ele procura outras maneiras de “extravasar”, e pode acabar transformando um outro animal, ou uma outra pessoa, em um “brinquedo”. Aí começam as brincadeiras agressivas. Seu gato precisa ter como estimular-se física e mentalmente, principalmente quando estiver sozinho. Espalhe brinquedos pela casa, sempre renovando-os, para que ele nunca perca o interesse. Há mil opções no mercado, divirta-se pesquisando os mais interessantes! Aqui na loja do Cat Club tem vários legais, dê uma olhada.

Além disso, a sua casa deve ter território suficiente para todos os animais. Se você tem dois gatos, deve ter tudo em dobro, e espalhado em locais diferentes. Os gatos são muito metódicos na questão do territorialismo, e gostam das coisas muito bem resolvidas e divididas entre eles. Caso contrário, podem acabar desenvolvendo o comportamento agressivo.

Quando a agressão é entre os gatos da sua casa, você deve oferecer áreas de escape. Assim, você evita que haja o encurralamento de um gato, possibilitando aquela questão da agressividade por medo. Evite o confronto desses gatos fornecendo lugares em que possam se esconder ou pular. Preste atenção no local em que os ataques acontecem, e veja se é possível fazer alguma alteração para que não haja o encurralamento.

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MODIFICAÇÕES COMPORTAMENTAIS

Em primeiro lugar, como já dito ali em cima, nunca se deve punir um gato. Sempre prefira reforçar comportamentos positivos. Procure fazer carinho ou dar um petisco quando o seu gato estiver relaxado e tranquilo, e lembre-se que essas ações devem partir de você. Nunca espere o seu gato miar, ou pedir por um afago. Caso contrário, você estará reforçando aquele comportamento.

Duas técnicas muito utilizadas por comportamentalistas são a dessensibilização e o contra-condicionamento, e são muito úteis em casos de agressões por medo ou por território, por exemplo. A dessensibilização consiste em apresentar gradualmente para o gato aquilo que o assusta ou incomoda, de uma maneira segura para que ele não tenha medo (a introdução correta de um novo animal, por exemplo). Já o contra-condicionamento é o ato de oferecer um reforço positivo conforme for fazendo a dessensibilização, seja através de petiscos, ou carinhos.

Sempre brinque muito com o seu gato quando estiver em casa, e lembre-se de oferecer opções para ele se divertir quando estiver sem você. Gatos precisam ser gatos. E tome cuidado na hora de oferecer um carinho. Para aqueles gatos em que a agressão é desencadeada por um carinho no lugar errado, evite forçar a tolerância dele. Pare antes dele te atacar, você provavelmente já sabe aonde ele não gosta de ser afagado, então não force.

cat playingtoy

De modo geral, os comportamento agressivos dependem muito de como você lida com eles. Desde o simples fato de você ignorá-lo, até reagir da maneira incorreta. Procure fazer essas alterações que eu sugeri aqui, e passe a lidar com essa questão corretamente. Investigue bem, e observe muito o comportamento do seu gato, para identificar exatamente qual a causa da agressão. Quando você souber o que o motiva a agir agressivamente, começará a compreender esse comportamento, e consequentemente saberá como lidar. Tenha sempre muita paciência, e saiba que, muitas vezes, o sucesso está em simplesmente conseguir diminuir os ataques.

Há casos em que, por exemplo, houve uma má socialização do gato na infância, e ele passa a ter comportamentos agressivos por isso. É muito complicado lidar com uma situação assim, pois a fase de socialização é extremamente importante para um filhote. Por isso não devemos separar bebês das mães antes dos 60 dias de idade. Eles precisam passar por essa etapa da melhor maneira possível.

Se você está lidando com uma situação grave de agressividade, ou se as alterações que eu propus aqui não surtiram efeito nenhum, eu sugiro que você procure um profissional da área para lidar com essa questão. Pesquisando na internet por “Veterinário Comportamentalista na cidade X”, ou conversando com seu veterinário de confiança, você deverá encontrar alguém que atenda na sua região. Eu conheço alguns:

São Paulo:
Dra. Daniela Ramos – www.psicovet.com.br
Dra. Rúbia Burnier – www.espacoanimal.com.br
Rio de Janeiro:
Dr. João Telhado Pereira – www.animalia.com.br
Florianópolis:
Dr. Ricardo Fontão de Pauli – www.comporvet.com.br

Fiquem ligados que no próximo post, conversaremos a respeito daqueles gatos que fazem xixi no lugar errado. Siga a página no Facebook e não perca nenhuma atualização!
M.V. Luísa Navarro
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  • Carla

    Meu gatinho Jacó é um anjinho, sempre foi muito bonzinho, até mesmo durante o banho.
    De uns tempos para cá, começou a ter muito medo de ir para o banho e segundo a veterinária, virou uma jaguatirica. Imagino que tenham machucado ou assustado ele, mas não sei o que fazer para passar esse trauma.
    Outra coisa que acontece é numa certa cadeira da sala, quando ele senta nessa cadeira, se alguma pessoa passa, ele ataca, ou ameaça, rosnando alto. Isso só acontece quando ele senta nesta determinada cadeira. Em nenhuma outra ele faz isso.
    Fiquei doente e passei meses internada, ele ficou um pouco diferente enquanto eu não estava, mas tinha um filhotinho de cachorro, que ele criou um vínculo grande e até ensinou a se comportar como um gato. Quando voltei, ele foi muito carinhoso, me recebeu muito bem e ficou grudado em mim. Mas depois de alguns dias, acabou sentando nessa cadeira, eu passei perto, e ele me atacou e foi me mordendo, me unhando e rosnando, grudado nas minhas pernas até eu pular na cama e me cobrir com o edredon.
    Quando recebi a visita das minhas sobrinhas, crianças, ele se escondeu embaixo da cama e ficou rosnando e tentando pegar com as unhas quem passasse por perto. Só ficava bonzinho comigo.
    Não entendo o que há nesta cadeira e por que tanto medo de crianças. Ele tem 4 anos e não teve contato com crianças quando filhote.
    No apartamento antigo havia menos móveis e neste ele pode pular, escalar e se esconder muito mais, o que eu achei que seria mais saudável para ele, além de uma varanda com tela e plantinhas aromáticas que ele gosta de brincar. Ele tem muitos brinquedinhos e arranhadores, além de poder brincar pela casa toda com o cachorrinho que ele gosta muito.
    Ele tem um problema de cálculos na bexiga e já foi operado uma vez e talvez precise de nova cirurgia. Faz dieta especial, mas não se queixa, pois nunca se interessou por outros alimentos.
    Será que esta agressividade está relacionada a uma possível dor que ele esteja sentindo, ou ele sente ameaça ou alguma coisa estranha quando senta nessa cadeira antiga? (Não posso me desfazer da cadeira, pois é uma antiguidade do meu pai.)

  • Franciele

    adorei saber mais !!!!

  • Muito bom este artigo! Tenho uma gata que aos 11 anos ganhou medo a uma esfregona, e por consequência à minha empregada que é quem a usa. Agora a minha empregada está a tentar conquistá-la dando biscoitos especiais que só ela dá, deixando a esfregona parada para a gata se habituar… Está a melhorar!

  • Danny

    Tenho dois irmãozinhos de um ano e meio (casal), a Mia é mais tinhosa..sempre foi desde que chegou em casa e o Mimo mais calmo. De um tempo pra cá eu percebi que o Mimo está sem paciência com a Mia, quando ela chega para lambê-lo (principalmente para limpá-lo na região dos fundos..rs, assim como ele faz com ela), ele dá uns tapas nela e o pior é que agora a Mia também dá os seus tapas na gente quando fazemos carinho nela ou à carregamos…acho que ela assimilou o fato de que quando não gosta do carinho, tapa neles, assim como o Mimo faz com ela.

  • Alice

    Adorei a matéria! Tenho dois gatos: Jojó, de 07 anos, e Kato, de 06 meses. Quando Kato chegou com mais 5 irmãozinhos, todos órfãos aos 15 dias, foi uma dificuldade enorme com o mais velho, Jojó. Ele ficou agressivo, miava compulsivamente e parecia cantor de ópera (rsrsrs). Quatro morreram, ficou apenas um casalzinho. Tivemos que doar a gatinha, o nosso espaço era pequeno demais. Agora, Kato e Jojó não se separam. Há ocasiões em que brigam, mas depois de 10 minutos estão juntinhos. O problema que tenho são os ciúmes por parte de Jojó e Kato, que para chamar a atenção, fica agressivo comigo. Gostei muito do post, me ajudou demais! Parabéns aos autores! 🙂

  • Rafaela

    Muito bacana saber disso, eu tenho alguns livros que falam sobre o comportamento dos gatos.
    Mas minha gatinha Lyla nunca foi agressiva, ela gosta de carinho e brinca como se fosse bebê ainda, de tanto brincar já deu de cara na parede (correndo), caiu 2x da escada (uma eu estava de costas, levei um susto) e já quebrou um dente (com 6 meses, nunca achei a outra parte do dente).
    A ÚNICA coisa que ela odeia é que toquem na “almofadinha” dos pés, fico tentando “pegar” as patinhas, ela encolhe, encolhe, até que dá um gemido de “não to gostando” e sai… Ela nunca agiu agressivamente comigo ou com meus familiares, sempre muito carinhosa com todos que chegam perto, só tem medo de crianças.
    Nunca rosnou ou fez “fu”, só para os cães da vizinha.
    Dou banho, ela fica bem quietinha, limpo as orelhinhas, seco com o secador, dou remédio, faço tudo sozinha (menos vacinar é claro).

  • Renata

    Olá gostaria de saber “o porque” os gato(a) fazem pipi em local inadequado. Por exemplo minha gatinha a Nina tem sua cx de areia limpinha, a casa é só dela não existe outro animal, tem todo o conforto e mesmo assim ela resolve fazer “pipi” no sofá da sala, onde minha mãe costuma sentar. O que pode estar havendo com a Nina?! Ciúmes? Birra? Gostaria de entender um pouco sobre esse comportamento!

  • gleice

    Tenho dois gatos machos tampo e mingau, mingau é siamês e tampo sem raça definida eles tem um ano e meio e sempre conviveram bem, mais de uns meses pra cá tampo passou a bater em mingau, chega ao ponto de ferir e arrancar os pelos do bichinho, tampo começou também a fazer xixi pela casa, sera que se eu castrar os dois pode resolver o problema?

  • Malu

    Segundo Jackson Galaxy, estudioso do assunto, o qual auxilia inúmeras famílias, nunca devemos maltratar o gato, qdo ele está agressivo, como jogar água ou outra coisa assim. O dono precisa respeitar os limites do animal. Pessoas que seguram fortemente ou que simplesmente não o larga, qdo o animal quer se libertar! Outros não brincam com o gato, o animal nem mesmo tem um canto adequado. Esse programa é ótimo!! Outros donos ignoram. Claro, certos raríssimos casos, o animal é desequilibrado. Precisa de medicação. Mas, como ele mesmo já abordou esse tema, é raríssimo. Meu gato, era muito mas muito bravo. O que fez bem a ele foi muita mas muita conversa. Em pouco tempo ele virou um anjinho!! Um truque ensinado pelo Galaxy: olhar para o gato e piscar lentamente, fechar por 1 ou 2 segundos os olhos e abrir. Repetir algumas vezes. Isso desarma qquer gato.

  • Dani

    Nossa, fiquei apavorada… Minha gata se encaixa em todas essas situações de agressividade!
    E eu estava fazendo tudo errado… Só não entendi como vou usar o borrifador sem que o gato perceba que fui eu que usei…?
    Já lebei minha gata numa consulta comportamental, mas a médica só deu dicas para melhorar o comportamento e não sugeriu nenhum exame… Mas enfim, acho que o problema da Lucy foi ter crescido muito sozinha e com pouco estímulo no ambiente… 🙁

  • Claudia

    Não vou escrever muito p não ficar longo o texto…tenho 5 gatos, 3 adotados, o ultimo que chegou com +- 6 meses depois q fiz a adaptação, se deu bem com todos os outros, principalmente com o Snow, todos são castrados. Este novo gato “Fofinho”, inclusive dorme sempre pertinho ou junto do Snow, só q ele tem subido nas costas do Snow e morde sua nuca, ate o outo gritar 🙁 e tenho notado q o Snow anda triste com esta situação, pq ele anda fazendo isso sendo que são castrados?? To apavorada, por faor, me ajudem, o q devo fazer??

  • Lourds Mary Kennedy

    Pra que espaço para comentários se vocês não interagem?

  • Jessy Ribeiro

    olá , tenho uma gata de 2 anos e meio que teve filhotes, doei 4 fiquei c uma que se chama pretinha. hoje ela está com 1 ano e meio. pois bem as 2 sempre foram mto amor uma com a outra. nos mudamos de casa e tal e as 2 continuaram sendo boas ate que a sofia começou a maltratar a pretinha , bate nela , rosna ,faz o famoso frrrr contra ela. e a pretinha nem reage so fica só na dela. a pretinha entrou no cio e fugiu . nesses dias que ela fugiu a sofia foi só amores com a gente super carinhosa e agradavel. a pretinha voltou, o mau humor da sofia piorou. não sei mais o que fazer porque ela nem deixa eu mais tocar nela , sendo que ela sempre foi carinhosa e agora está assim.

  • Adri Carvalho

    Nossa, excelente matéria.