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Olá fãs do Cat Club, aqui é a Alexandra (Não me conhece? Veja aqui) e hoje venho falar com vocês sobre um assunto muito importante: Animais, especialmente gatinhos, especiais!
Eu sou apaixonada por gatos especiais, que também são conhecidos como encalhadinhos.
Os velhos, pretos, escaminhas, sem orelha, sem olho, sem perna e por ai vai. Pra mim, são gatos normais como qualquer outro, mas infelizmente para uma grande parte das pessoas, gatos assim não são “gatos de verdade”. E eles ficam por meses e muitas vezes até anos em um abrigo aguardando por uma adoção, que talvez nunca chegue a acontecer.

Nesse último domingo, eu até me emocionei quando minha filha, Samantha, disse:
“Ai Jhonny, você é tão bonzinho. Mesmo não tendo um olho eu gosto tanto de você!”. Foi difícil segurar a emoção ouvindo isso!

Bom, mas eu não tenho tanta experiência assim com adoções especias de fato, apenas o Jhonny, que se vira muito bem sem um olho, me fazendo até esquecer que falta um. Por isso, chamei a tia Rita, que conheci lá no blog do Borginho para contar um pouco como é conviver com animais especiais.

Alexandra: Quantos gatos/cachorros você tem? E quais deles são adoções especiais?
Rita: Tenho no momento 6 gatinhos e 1 cachorrinha e todos foram adoções especiais. Os gatinhos são:
filhos

Ozzy,
meu branquinho que você já conhece pois foi o mestre sala da Gatidade. O encontrei no site do Adote um Gatinho, na procura justamente de um gatinho especial, e me apaixonei pelo olhar de anjo dele, e tinha nome de anjo: Gabriel, o gatinho de 3 patas. Sabe-se que ele não nasceu assim, foi uma amputação traumática, ou atropelamento, não se sabe, mas é um gatinho muito assustado com pessoas mas é um doce com quem conhece!

Moxa, meu outro branquinho, foi outro gatinho que encontrei no site do Adote um Gatinho, na procura também de um outro gatinho especial. Ele foi resgatado adulto numa aldeia indígena em SP, pesando 500 gramas, com problemas respiratórios e câncer nas duas orelhas que tiveram que ser totalmente amputadas. É um fofo e muito apegado a mim. Adora dar beijinhos no rosto!

Boo, é uma pretinha que foi abandonada no muro da minha casa cheias de cacos de vidro ,bem filhotinha. Considero uma adoção especial porque você sabe o preconceito que existe com gatos pretos, né? Sabe-se lá o que poderia acontecer com ela abandonada nas ruas!

Léo, meu malelo, foi espancado por moleques monstruosos que giravam e batiam a cabeça dele no chão. Foi salvo pela funcionária da minha veterinária que o levou pra clínica onde foi tratado e ofereceram pra mim, adotei na hora! Ele foi resgatado com a cabeça toda torta e ficou com sequelas neurológicas, o equilíbrio é um pouco alterado, tem dificuldades para comer e se limpar porque a língua dele enrolou e não consegue sair da boca. O miado dele em função disso também é diferente e anda e corre todo esquisitinho, tadinho, um fofo! Parece sempre um filhote!

Hatmin, minha escaminha, foi uma adoção especial porque a adotei idosa, esta com quase 19 anos e com insuficiência renal. Tem displasia de quadril e artrose e degenerações em quase toda coluna. Vivia numa chácara de um senhor que vendeu e não podia cuidar mais dela. Tinha pouco contato com humanos então é bem assustadinha mas é uma lutadora.

Capuccino, é o meu amarelão, adotei junto com a Hatmin, viviam juntos nessa chácara, adotei também idoso, teve hepatite e emagreceu bastante, já está recuperando tudo! É um gato extremamente carente, pede carinho para todos que chegam em casa, justamente por ter tido pouco contato com humanos ele é desesperado por carinho, ao contrario da Hatmin.

Nina, é a única cachorrinha, apesar de eu ser gateira, não pude deixar de adotar a Nina, por ser uma adoção mais que especial. Ela foi abandonada grávida pelo dono, super machucada, metade do corpo em carne viva, a veterinária tinha até suspeitado de terem jogado água quente nela. Chamaram a zoonose que avaliando ela resolveram sacrificá-la. Ela conseguiu escapar, mas os filhotinhos foram levados. Ficaram de vir busca-lá depois, nesse meio tempo a peguei e passou por um longo tratamento doloroso e sofrido. Hoje está até precisando fazer regime de tão fofa que está!

Alexandra: Como começou esse amor por animais especiais?
Rita: Como deu pra perceber, sou gateira de coração, e sempre fui louca por gatos, apesar de amar todos os bichinhos. Um dia fui visitar a ONG Adote um Gatinho e vi a quantidade de gatinhos encalhados, que não são adotados ou por terem uma deficiência física, ou serem doentes, ou idosos, ou os pretinhos, escaminhas, etc…
Daí, meu amor por gatos virou um amor por gatos “estrupiadinhos” como costumo chamar carinhosamente.

Alexandra: A sua casa tem algum tipo de adaptação?
Rita: Sim, minha casa tem os muros, os portões e janelas teladas pra evitar fugas, aliás, essa é uma exigência do Adote um Gatinho pra quem queira adotar, além de todos serem castrados.

Alexandra: Quais os cuidados específicos com os bichanos? Necessitam de um cuidado maior?
Rita: Sim, precisam de muitos cuidados, ainda mais os meus que são especiais.
Todos eles comem uma ração especial premium para gatos castrados da Golden, eles precisam tomar muita água pra prevenir problemas renais, então espalho potes e filtros de água pela casa e troco constantemente. Nos finais de semana eles ganham “comidinha especial”, que são os sachês, que eles amam de paixão, e é bacana porque tem pedacinhos de carne com caldinho, que os hidrata também. Coloco varias caixas de areia para o xixi e cocô, que limpo 2 a 3 vezes ao dia.
Cuidados especiais: a Hatmin que tem insuficiência renal e artroses precisa de muitos cuidados, dou soro subcutâneo 2 vezes por semana para o rim não parar, tive que aprender a aplicar pra não estressá-la em levar ao veterinário 2 vezes por semana, deixo uma caixinha de areia no quarto onde ela dorme pra facilitar a locomoção dela, já que as outras caixas ficam na área de serviço. Ela precisa de exames constantes pra ver como esta o rim e toma injeções pra melhorar o quadro de artroses dela, que eu mesma aplico pra evitar crises de dor já que não pode tomar corticoides.
O Léo, que ficou com sequelas de espancamento e também precisa de cuidados especiais, como a língua dele não sai da boca ele precisa escavar a ração usando a boca, então o pratinho dele tem que ser mais fundo pra ele poder pegar a ração, o mesmo com a água. Sem língua não consegue se limpar, então precisa de banhos e escovações mais freqüentes que os outros. O mais interessante do Léo é que a Nina, a cachorrinha o adotou como filho, então quando ele faz xixi e cocô a Nina limpa ele com a língua dela, limpa as orelhas, os olhinhos e até coça ele com os dentes! Ela sabe até onde ele gosta de ser coçado! E dormem juntos todas as noites!
O Ozzy também precisa de cuidados especiais, na ausência da patinha dianteira , um lado do rosto ele não consegue limpar, então ou eu limpo ou a Boo e o Moxa limpam pra ele. Fofos!
Ele apesar da ausência da pata usa a caixa , corre e pula normalmente. Infelizmente esse ano apareceu um tumor na patinha traseira do mesmo lado que ele não tem a dianteira. E com característica maligna. O tratamento mais seguro seria a amputação , mas consultamos 2 oncologistas e cirurgiões que concordaram em não amputar porque restringiria o Ozzy a cama. Não poderia mais andar e não teria mais qualidade de vida nenhuma! A quimio não faz efeito nesse tipo de tumor, ele foi retirado. Então ele inspira cuidados, fico sempre fuçando ele pra ver se o tumor aparece de novo, e assim vamos levando. Não suportaria ver o Ozzy só deitado! 🙁 Acho que foi o melhor pra ele.
Outro cuidado é que o Ozzy e o Moxa são todos branquinhos e como adoram tomar sol, precisam de protetor solar pra prevenir o câncer de pele, nas orelhas e no nariz, no caso do Moxa.
A Boo também precisa de cuidados por ser pretinha, mesmo sendo telada a casa, toda sexta feira 13, por causa dela todos não aparecem nem nas janelas e não saem nem para o quintal, ficam confinados, tem muita gente ignorante ainda e usam gatos pretos pra rituais satânicos.

Alexandra: Você, ou os gatos, já sofreram algum tipo de preconceito devido eles serem especiais? Se sim, como você lidou com isso?
Rita: Preconceito existe sim, só pelo fato de serem muitos gatos. Quanto a Nina, a cachorrinha, ela não sofre não, porque as pessoas são mais receptivas aos cachorros.
Mas quando falo da quantidade de gatos que eu tenho e quando digo que dormem comigo, algumas pessoas ficam com nojo.
Percebo pelos olhares das pessoas quando vêem o Ozzy sem a patinha, um certo mal estar.
Sem contar as inúmeras pessoas que ainda me perguntam como eu aguento ter gatos já que são tão traiçoeiros.
Algumas vão em casa e reclamam que ficam pêlos nas roupas, ou que ficam com alergia.
Aliás, todos me acham meio louca por ter tantos bichinhos especiais.
Fico triste com tanto preconceito com os gatinhos, porque os considero como filhos e ninguém gosta que falem mal de seus filhos, mas não brigo, não discuto, procuro orientar, esclarecer, desfazer essa imagem acerca do gato e assim já consegui mudar muita gente, o meu ex-marido, meu namorado atual, por exemplo, o que me permitiu ter tantos agora! Mas antes nenhum dos dois eram chegados a gatos, só cachorros.

Manu: Gostaria de saber o que vocês, que convivem com esses animais, aprenderam nesse convívio.
Rita: Eu aprendi TUDO com essa minha tropa especial.
Não sabia que eu poderia ser tão forte assim! A Nina, por exemplo, nos primeiros 15 dias, eu tinha que dar banhos diários com permanganato em água morna com algodão em cada ferida dela, e ela chorava baixinho, mas ficava quietinha, sabia que era para o bem dela, e foram nesses dias que nosso vinculo foi se fortalecendo.
Nunca pensei que teria coragem de enfiar uma agulha de soro 2 vezes por semana numa gatinha idosinha…
Conseguir conviver com a expectativa do câncer do Ozzy voltar ou não…
Muita gente não aguenta isso, e diz que por isso nunca mais tiveram bichos depois que perderam…e não se conformam de eu adotar bichinhos assim.
Tenho síndrome do pânico e estou numa fase aguda, e a maioria tem coragem de me dizer que é pelo trabalho de cuidar dos meus filhos. Mas é o contrário, em muitas das minhas crises, só consegui sair de casa pra trabalhar porque eles percebem, deitam em cima de mim e me acalmam, como se absorvessem tudo de ruim que estou sentindo…isso é gratidão…é a forma que eles tem pra demonstrar o quanto são gratos. Quando chego em casa, exausta, tarde, todos estão me esperando na porta, me dando carinho, beijinhos, minha noite se transforma, relaxo e sinto a gratidão deles todos os dias. Sentimento que falta muito nos humanos e que eles tem de sobra.
E hoje te digo de coração, que eu é que sou grata a eles, são eles que cuidam de mim, me fazem enfrentar o pânico me dando o amor mais puro e sincero do mundo, e me trazem paz.

Alexandra: Aprendi muita coisa, mas, principalmente, que a aparência não te define. Que o amor e a gratidão desses ‘estrupiados‘ por nós é muito grande e que eles realmente nos vêem como alguém especial também, que decidiu amá-los, mesmo sabendo que falta uma parte do corpo, ou que seu tempo de vida não é grande, ou mesmo com sua cor, comum, ou ligada a superstições tolas. Um amor desse realmente é VERDADEIRO!
*
Bom pessoal eu espero que tenham gostado! Um gatinho especial é capaz de nos ensinar muitas coisas e ele tem o mesmo amor que qualquer outro, talvez até mais.
Pense, nisso…Ponha um estrupiado em sua vida! 🙂

ale

 

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  • Alexandra Martin

    Ta liiiiindooo!!!
    Me emocionei e nem sei como agradecer, adorei escrever esse post!
    Um beijo minha amiga =*

  • “Muita gente não aguenta isso, e diz que por isso nunca mais tiveram bichos depois que perderam…” me sinto um pouco assim. meu gatinho tinha felv e pif… foi horrível quando tudo se desencadeou, e eu adotei com um atestado de que ele não tinha nada :/ então foi um grande susto, eu chorava todos os dias só de olhar pra ele sabendo que restavam apenas algumas semanas pra ele morrer. Não digo que NUNCA poderei adotar um especial, mas será difícil e não sei quando vou estar pronta…

    Rita, eu admiro a sua força e fico imensamente feliz e satisfeita em saber que há pelo menos algumas pessoas que se encarregam de um trabalho tão pesado, e que veem gratificação nisso. Parabéns!

    • Alexandra Martin

      Nossa Polyanna é barra mesmo!!
      Mas vc pode adotar um gatinho preto, é uma adoção especial, mas não é um gato diferente ou que precise de cuidados maiores, apenas cuidado nas sextas-feiras 13.
      O Jhonny mesmo é cego de um olho, é muito difícil arrumar alguém que adote, nesse caso também é só a aparência que muda!

      Espero que já esteja se recuperando da dor da perda de seu bichano.Força!

  • Becky Garbino

    Eu tenho 05 gatos e 02 cachorros, nenhum tem necessidades especiais (só o cachorro q necessita de mais educação), mas foi por acaso, foi pq nunca apareceu algum com necessidade enquanto eu ainda podia adotar. Mas tirei 03 gatinhos filhotes do saara e achei casa pra eles, e fiz lar temporário para mais 02. Fico feliz de ajudar, e sou doida pra conhecer os gatinhos da Rita! 😉

    Rita, vc arrasou e sim, os seus gatos são os maiores ajudantes a melhorar sua síndrome!

  • Emanoelle Farias

    Vocês ficam me fazendo chorar no trabalho!

    • Examente, vcs me fizeram chorar no trabalho…Quando se a Boo, senti em mim essa dor do preconceito…Tenho o batman, meu segundo gato preto …O primeiro Nino meu gato preto, adotei apenas com 45 dias muito doente, e destratado, e todo mundo que chegava em casa me dizia nossa q gato feio, preto, barrigudo,parece um morcego… mas as pessoas nao se importavam e nem se preocupavam, alias nem queriam saber, ele estava apenas doente…Infelizmente nao conseguimos resgata-lo, devido que ele era muito novo e ter sido desmamado tao cedo, nao tinha imunidade nem força nenhuma pra lutar pela sua vida, foram 3 semana comigo de cuidados e uma dor que so eu senti ao saber de seu falecimento…Junto com ele veio a Nina uma gata branca que nem um algodão, também a resgatei com infecção no intestino, micose, e fungos…Ela conseguimos salva-la….Porem ela vivia triste e sozinha, e tanto ela quanto eu sentiamos a falta do nosso “Nego o Nino”.Para acalmar nossos corações veio o Batman, adotei ele ha dois meses, e estava com dois meses de vida, forte, preto que nem um carvão, graças a Deus saudável, porem as criticas era a mesma, gato preto, feio, parece morcego, tição… Nos primeiros dias se estranharam mas hoje são unha e carne…Irmãos, um cuida do outro…e juntos eles cuidam de mim…E me sinto uma pessoa muito melhor comigo mesma sabendo que fiz de tudo pra dar uma oportunidade pro Nino, e ter salvado a Nina e o Batman, que hoje me retribui de uma forma que nenhum humano vai jamais conseguir fazer….

  • Às vezes pegamos gatinhos filhotes nas ruas e colocamos para adoção depois de castrados. Claro, são tão lindinhos, temos vontade de ficar com todos! Mas não tem jeito, sempre nos sentimos na obrigação de passá-los para frente. Minha mãe argumenta que é melhor deixar o lugar vago para um gato especial, que ninguém se interessaria por adotá-lo! Até agora, a especial que apareceu para nós foi a Antonieta, uma SRD lynx point muito velha que ninguém queria. Mas nós quisemos e estamos com ela há uns 7 anos! Não deixa de ser muito linda e carinhosa! Tão disputada lá em casa, que minha mãe não me deixou levá-la para morar comigo depois que casei, pode isso?!kkkkk

    Beijinhos!!

  • Pingback: Esbarrões « Borges, o gato()

  • Thais Dafne Rosa

    Puxa Parabéns! Lindo Texto, linda história!
    Quem sabe o meu próximo gatinho seja especial também.. foi muito inspirador!

  • Geisa

    A história da Rita e seus filhotes é muito linda. Me emociona em saber de tamanha dedicação. Me sinto muito lisonjeada e orgulhosa por ser amiga dessa pessoa tão especial, e nos “esbarramos”, assim como com outras gateiras maravilhosas, por causa do Borginho. Nosso amor aos gatos nos reuniu em um lugar onde esse amor estranhamente tão criticado se faz naturalmente presente. Obrigada Rita, Bia, Becky, Cris, Gláucia, Rô, Rosa, Magda por nossa amizade, a você Alexandra pela entrevista e ao Borginho que nos proporciona tudo isso. Bjos.

  • Rosane Malavazzi

    Rita, você é um anjo, ser iluminado desprendido das futilidades humanas.
    Parabéns por ser você, sorte desses gatuchos lindos a terem encontrado!
    Seja sempre abençõada!
    Lambeijos

  • Clarice Agnelo

    Meu coração chegou a ”doer ” de tanto amor que vi em cada palavra pelos especiais… <3

  • Paula Meyer

    Quem cuidaria dos “estrupiadinhos” se não houvesse gente anormal como a gente! Aprendi na vida que Deus escreve certo por linhas inexistentes!

  • Olá, adorei o seu blog.
    A entrevista está muito fofa.
    Eu tenho 4 filhos peludos e uma filha humana.
    Tinha seis peludos, mas duas já estão no céu dos gatinhos depois de uma sucumbir à uma crise renal aguda e a outra à maldita PIF.
    É uma dor. Nada substitui mas a gente aprende a viver com essa eterna saudade.
    Um grande abraço!

  • Stephanie

    linda a entrevista, chorei de emoção. Criar gatos não é pra qualquer um, lidamos com muito preconceito mesmo, só por cuidar de gatos, pior ainda qndo são gatos presos (sem acesso à rua), gatos que dormem com a gente e mais ainda quando são gatos especiais. antes eu até ficava braba com os comentários, mas sabe que agora fico é com pena destas pessoas. que não conheceram e talvez nunca conheçam a alegria e todo o amor que um gato pode dar. Qndo morava sozinha, e estava triste, várias vezes meu gato vinha até mim e lambia minhas lágrimas, era um gesto de carinho. Qntos amigos enxugam suas lágrimas? Já passei por momentos difíceis e notei q qndo vc está alto astral, td mundo está ao seu lado, mas qndo vc passa por problemas, as pessoas te evitam, ou até somem. Os animais não , estão ao seu lado pro q for, sem querer nada em troca, apenas nosso carinho e cuidados. Mesmo assim, alguns nem exigem isso pois já vi mtos gatos q msm maltratados (ou n tratados) ainda tentavam ser carinhosos com seus donos)…

    • Alexandra Martins

      Oi Stephanie, eu também já tive um gato que pra mim foi mais que amigo, irmão ou filho..Realmente uma ligação muito forte, nos momentos difíceis ele também enxugava minhas lágrimas e me fazia dormir…
      Nenhum humano jamais será tão grato quanto qualquer animal!

  • Ahhhhh que histórias lindas!!!
    Parabéns aos donos das humanas! Aposto que eles que escolheram vocês por serem mais do que especiais.
    Nem preciso dizer que desde o texto do Borginho que estou super emocionada.
    : )

    • Alexandra Martins

      Ahh Paola obrigada!!
      Realmente quem me escolheu foi o Diego e o Jhonny… Assim que peguei Diego no colo ele me olhou de uma forma incrível e colocou a pata no meu rosto como se fizesse carinho!
      E Jhonny apenas pela foto conquistou meu coração, todo sujinho e ainda com os pontos da cirurgia no olho!
      Lindos…s2

  • Clara

    Me emocionei muito com as histórias, a tua Ale e a da Rita. Impressionante como eles mudam a vida da gente… em fevereiro eu adorei o Jack, ou ele me adotou, rsrs. Apareceu numa vilinha de apartamentos onde morava, arredio e chorão, pedia só por comida inicialmente. Dias depois estava deitado na cozinha, me mudei pra um bairro militar fechado e trouxe ele comigo. Aqui não há trânsito louco nem desrespeito aos animais, toda casa tem um gatinho ‘achegado’ e agora além do Jack mais quatro gatos vem ‘papar’ na minha casa rsrs! O detalhe que fez eu me apaixonar pelo Jack, desde a noite que ele apareceu, foi que eu só vi uma luz brilhando no escuro: totalmente preto, ele não tem o olhinho esquerdo! Um grande amor! Parabéns pela dedicação de vocês, que Deus as abençoe com muita saúde e dinheiro para continuar! 😉

  • Fabiana Araujo

    Maravilhosa a entrevista!!!
    Eu tenho 4 gatos, mas nenhum com deficiência (apenas falta rabo em um deles, mas nem considero isso como deficiência). Eles são tranquilos, mas, claro, tem que cuidar bem. Nem imagino como é trabalhoso todo esse cuidado com os animaizinhos especiais, mas imagino que seja muuuito compensador!!
    Parabéns a Rita pelo enorme coração e parabéns Alexandra pela entrevista!
    Emocionante de ler!!

  • Andreia Diniz

    História linda demais!! Tenho atualmente 7 gatos, todos tirados da rua… No ano passado perdi 1 “menina” com câncer nos rins; quase morri junto… Chorei lendo a história de cada um, é incrível como podemos ter tanto amor por esses bichinhos enquanto outros só sabem maltratar… No futuro quero adotar um “especial” – hoje só tenho uma, a Malú, que é 100% pretinha, mas quero 1 com algum “estrupiadinho”, pois tenho certeza que será a maior alegria para mim… E só para não criar dúvidas: minha casa é totalmente telada e nenhum tem acesso à rua, além de serem todos castrados.
    Amei sua história!!

  • Eve

    Inspirador e emocionante :’)

  • Ah, que amor! Eu tenho uma gatinha de 8 anos que é ceguinha, tem problema de olfato e a boquinha torta (a Adote Um Gatinho acha que ela foi espancada na rua =/ ). Ela é toda mau humorada e super assustada, mas é meu amor maior.

  • Olá, vi a matéria hoje, adorei! PARABÉNS, você é uma pessoa ótima por fazer isso! Esses gatinhos precisam de amor de verdade, atenção e dedicação. São muito especiais!
    Tenho um gatinho (Onofre) de 2 anos, que adotei na zoonoses aqui da minha cidade. Era magrinho de tudo e é meu pretinho básico rs. E adotei uma outra gatinha (Bubbaloo) de um abrigo, que estava toda queimada, com problemas no intestino, alergias, e infecção no útero por conta de traumas. Já está com 1 ano e 5 mêses. Ela precisou de muita atenção, carinho e dedicação!
    São dois amores, muito carinhosos e dá pra ver que são gratos.
    Não pego mais, porque não posso. Vale a pena ter todo esse cuidado!
    Beijos para os seus filhotes! E parabéns novamente!

  • Samantha

    Lindo lindo lindo!!! Adoro os “estrupiadinhos”!!! A minha primeira gata foi a Victoria, pretinha, com o rabo todinho quebrado 🙁 infelizmente ela veio a falecer… E hoje eu tenho a Sabrina, ou melhor ela me tem, ela é minha dona, pq faço absolutamente qualquer coisa por ela. Ela é completamente cega, o neurologista dela disse que ela ficou cega possivelmente por uma pancada, e pra ajudar foi abandonada gravida :/ (oh gentinha ruim!!!). E quando eu adotei, foi mandando um email para uma protetora mais ou menos assim: quero um gato que ninguém queira, que esteja encalhadinho. A Sabrina tinha acabado de ter filhotes, lindos, “perfeitinhos”, poderia ter ficado com um filhote. Mas quando olhei para ela, eu sabia, eu era dela. Ela é a princesa da casa, meu namorado mima ela, eu mimo ela, uma diva. E se vira muitissimo bem, brinca de pega-pega com a cachorra da minha mãe, e sempre pega a cachorra rs! O unico cuidado extra, é ter que lavar o closet todos os dias, pois é lá que fica a areia dela, e ela insiste em nao fazer xixi na areia. Enfim, minha estrupiadinha, um dia ganhará irmãos gatos, tbm estrupiadinhos/encalhadinhos. É amor de mais pra um gato só!

  • Francine

    Tenho 20 gatinhos lindos que Deus colocou na minha vida. Tenho muito amor por eles, sao meus filhos de quatro patas, um é especial, foram todos adotados e recolhidos de situaçao de maus tratos. Quando li sua materia me emocionei muito…graças a Deus que existem anjos como vc! Parabens por ser especial assim.

  • Kaká Martins

    Parabéns pela matéria, também me emocionei.

    Eu tenho a Maggie que irá fazer 1 aninho mês que vem. A paguei da rua também, ela foi rejeitada pela mãe que deu cria no quintal de uma colega. A mãe além de rejeitá-la a escondeu durante uma semana no meio de algumas telhas velhas q ficavam nesse quintal. Quando fui a casa dessa colega apenas para dar uma olhada nos gatinhos, porque eu sou apaixonada por animais, eu tinha a Leelloo, uma São Bernardo que morreu em out de 2011, depois de sofrer muito a perda dela não me sentia preparada para ter mais bichinhos. Mas algo me levou até a casa dessa colega, eu sentia q tinha que ir.
    Quando cheguei os filhotes estavam brincando na terra (pq essa colega odeia animais e por conta do pessoal do trab ficar falando na orelha dela, a convencemos de ao menos dar agua e comida e uma caixa para a mamãe gato que tinha escolhido o quintal dela para dar a cria). Eram 3 filhotes, um macho pretinho meio rajado e as duas femeas branquinhas com rajadinhos cinzas. A Maggie era identica a irmã, exceto por um detalhe, era a metade do tamanho do dois. E os dois irmãozinhs dela bem mais espoletas do que ela, senti q ela estava bem atrasadinha. A peguei no colo e resolvi leva-la pra casa (iria tentar convencer minha mãe q dizia q não queria gatos em casa).
    A trouxe pra casa, dei banho, reparei q ela estava com sarna, sem pelos na cabeça e nas orelhinhas e depois que percebi que na patinha esquerda traseira ela não tinha os dois dedinhos do meio. Também falta metade de outros dois dedinhos nas patinhas dianteiras. Essa colega ainda falou pra mim, “credo, vc vai pegar a deficiente?”. Pra mim ela nao é deficiente.
    E claro, veio com a promessa de apenas passar um fim de semana em casa e está com a gente ate hoje. Ela é toda mimada, tem tudo. Eu compro o que for para ela, mas nao gasto comigo. Minha mãe e o meu irmão são apaixonados nela.
    É a minha filha e a trato com todo carinho e cuidado, acho que às vezes sou até exagerada, pq me preocupo demais com ela. Quando saio com ela na rua, todos acham ela linda e quando mostro os dedinhos, todos ficam com dózinha dela, mas graças a Deus ninguém nunca fez nenhum comentário infeliz a respeito disso, a não ser aquela garota.
    Fiquei sabendo que um tempo depois o machinho estava morto no quintal dela e a femea nao se sabe o que houve (sinto por não poder ter salvo todos). Hoje quando olho para a Maggie, essa criaturinha tão doce e encantadora, choro por saber que ela sofreu quando nasceu e que se eu não tivesse ido lá e a pego pra mim, ela talvez nem resistiria. Ela é a metade do tamanho de um gato normal e pra mim sempre será a minha eterna bebezinha!
    Parabens a todas as pessoas que cuidam com amor de um animalzinho, são seres de amor puro e merecem serem bem tratados!