Milhares de anos depois dos gatos fixarem residência em 37% dos lares americanos, eles rodaram o mundo como fazendeiros, marinheiros e até Vikings, como os cientistas descobriram.
O primeiro estudo em larga escala do DNA felino está completo, e os resultados revelam como nossos amigos felinos foram domesticados no Oriente e no Egito cerca de 15.000 anos atrás, antes de se espalharem pelo mundo e pelos nossos corações.
O estudo foi apresentado no International Symposium on Biomolecular Archaeology em Oxford, Reino Unido na semana passada, e sequenciaram o DNA de 209 gatos que viveram entre 15.000 e 3.700 anos atrás.

Encontrado em mais de 30 sítios arqueológicos na Europa, Oriente Médio e África, estes felinos antigos estão ajudando pesquisadores a finalmente juntar as origens de um animal que tanto amamos, mas que pouco sabemos sobre.

“Nós não sabemos a história dos gatos antigos. Nós não sabemos a sua origem, não sabemos como a sua dispersão ocorreu”, conta Eva-Maria Geigl, geneticista evolutiva do Institut Jacques Monod na França.

Analisando o DNA de gatos encontrados em túmulos egípcios antigos , locais de enterro em Chipre , e um antigo assentamento Viking na Alemanha, a equipe descobriu que os gatos provavelmente experimentaram não uma, mas duas ondas de expansão durante a sua história primitiva.

A primeira onda é uma história que você provavelmente já está familiarizado.

Quando a equipe analisou o DNA mitocondrial – informação genética que é passada apenas pela mãe – eles descobriram que os gatos selvagens do Oriente Médio e do Mediterrâneo oriental compartilhavam uma linhagem mitocondrial similar.

Isto sugere que os pequenos gatos selvagens se espalharam através de comunidades agrícolas iniciais, porque eles foram atraídos pelos ratos que foram atraídos pelos grãos. Os agricultores provavelmente encorajaram sua presença, porque, vamos combinar, esses matadores de roedores eram além de tudo ótimas companhias.
Em seguida, milhares de anos depois disso, a pesquisa aponta para uma conexão mitocondrial separando os gatos descendentes do Egito daqueles na Eurásia e África.

Esta segunda onda de expansão foi atribuída aos desbravadores dos mares – como fazendeiros, marinheiros e vikings – porque os gatos provavelmente eram incentivados a ficar nos barcos para controlar o problema com roedores.

O estudo tenta mapear a história dos gatos, que em comparação com a dos cães, está muito atrasada. Segundo Geigl, isso acontece por falta de financiamento para este tipo de pesquisa.

Fonte: Science Alert

 

 

 

 

 

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  • Niva

    Que legal saber isso, gostei.