O apresentador e jornalista Zeca Camargo, como muitos de nós, perdeu seu melhor amigo felino no início deste mês e escreveu um post comovente em sua homenagem.

Zeca falou da dor que é ver um companheiro ir ficando fraco aos poucos:
“Estou sofrendo de vê-lo ir embora – já não há mais esperança, eu sei, e preciso administrar isso. Não é fácil. Vê-lo andar com as patas de trás tremelicando, como se essas mesmas pernas que agora parecem não reconhecer o chão que pisam um dia não tivesse saltado alturas inimagináveis – isso dói. Vê-lo abrir a boca e, no lugar de um miado forte e vigoroso – que muitas vezes já me acordou no meio da noite pedindo comida (e me levando ao limite da irritação eheh) -, ouvir um frágil som rouco, fininho e titubeante… isso dói.”

E também contou um pouco sobre os cuidados dedicados dos últimos momentos:

“Pegá-lo no colo e ver que ele já não consegue sustentar nem sua cabeça – ela, sem forças, cai automaticamente para trás, incapaz de segurar aqueles olhos que, nessa distância tão próxima, já me fixaram por tantos anos com uma força inquisidora – ah, isso dói. Limpar entre os “dedos” de suas patas com um lenço umedecido os restos dos seus excrementos, porque ele já está debilitado demais pra se preocupar com a sua higiene e anda por cima do que ele mesmo acabou de fazer depois de “ir ao banheiro” (e olha que estamos falando de um dos animais mais asseados da natureza!) – isso também dói.”

O jornalista ainda confessou seu egoísmo de querer que o gatinho não fosse embora:

“Mas o mais doído de tudo é olhar nos seus enormes olhos – que parecem estar ainda mais dilatados nesses últimos dias – e não encontrar esperança. Parece que ele sabe o que está acontecendo com isso – sabe que são seus momentos finais. E sabe que estou me despedindo dele. Ultimamente temos nos encarado por vários minutos, em silêncio. Secretamente, estou pedindo para ele ficar mais um pouco comigo – pra ele não ir embora tão depressa (apesar de termos convivido por mais de 17 anos, nunca parece que existe a hora certa de ir, né?). Mas sei que esse é um pedido egoísta – que ele está sofrendo, e que é, a essa altura, irreversível. E que talvez ele descanse melhor se ele simplesmente… for.”

O amor de Zeca pelo seu gato é muito bonito:

“Meu Gatuno não faz ideia da falta que ele vai fazer na minha vida – ou talvez saiba, talvez ele queria me dizer que também sentira falta de mim quando não estivermos mais juntos. Há tantas coisas que a gente não fala numa relação de amor – e isso entre humanos, imagina com os bichos. Mas me reconforta saber que este amor está lá. Ou melhor, está aqui, no meu colo – dormindo no meu lado, com seu corpo largado como se nenhum músculo mais tivesse energia para fazer um movimento.”

Muito triste e, ao mesmo tempo, muito bonito:

“São nossas últimas noites juntos – e eu vou fazer de cada uma delas a mais confortável da sua vida, meu amigo querido. Você vai embora – mas vai com a certeza de que foi (e sempre será) muito amado…”

Gatos merecem todo o amor do mundo e, não só os donos fazem homenagens. Este gato recebeu uma estátua de bronze em sua homenagem após partir!

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  • Niva

    animais são pedaços(aura) de Deus, sempre soube.

  • Nando Best

    a pior parte da vida partilhada com o nosso animal a sua partida e a curta vida em comparação a nossa regra geral….doi como familiar como amigo um vazio uma vontade por vezes de nao querer ter mais nenhum….eles nao precisam de viver uma vida tao longa como a nossa para descobrir o que levamos tantos anos a descobrir…bem hajam….