Iris é uma menina de 5 anos, que adora a natureza, livros, arte, animais e dançar na ponta dos pés.
Aos 2 anos, Iris foi diagnosticada com autismo, e como é comum em alguns casos, tem certa dificuldade de socializar e se comunicar.
Mas Iris surpreendeu a todos com a forma que encontrou para se expressar e controlar a ansiedade: a arte.
Com o encorajamento dos pais, Iris começou a pintar.
“Eu preparo alguns potes de tinta, ela escolhe qual vai querer usar, e me pede pra preparar mais quando precisa. Ela mesma mistura as cores e cria as suas próprias, de pote em pote. Seu autismo e seu incrível poder de concentração fizeram com que ela criasse um estilo único de pintar, que eu nunca havia visto em uma criança de sua idade. Ela tem muita noção de cores e de como elas interagem umas com as outras, e fica muito animada com todo o processo”.

Mas a história de Iris não para por aí. A menina tem desenvolvido cada vez mais seu lado social e está começando a falar. Tudo isso graças a uma de suas maiores incentivadoras e amigas: Thula, uma gata da raça Maine Coon (conhecida por sua gentileza e inteligência) de 1 ano de idade.
“Thula baixou ansiedades diárias de Íris e a mantém calma, mas igualmente tem o efeito de encorajá-la a ser mais social.” – conta Carter-Johnson, mãe de Iris.
Como sabia sobre os efeitos significativos da terapia com animais em casos de autismo, Carter-Johnson tentou a terapia com cavalos e com cães. “Iris e o cão não se davam bem, Iris odiava ser lambida e não gostava também do rabo abanando, a hiperatividade do cão iria magoá-la. Então, por um tempo eu desisti da idéia.” – conta.
Então, Carter decidiu tentar com um gato de terapia, após ler muitos relatos sobre como eles ajudaram crianças autistas. Mas novamente, Iris não se interessou pelo gato, e ele também não pareceu gostar muito dela também. Não houve conexão. “A essa altura eu estava ficando cheia destas ideias. Eu não podia continuar tentando diferentes animais, não foi justo com nenhum e não estava ajudando Iris” – desabafou.
Até que um dia, a cunhada de Carter precisou de alguém para tomar conta de sua gata durante uma viagem, e a família de Iris se ofereceu. Era uma linda gata siberiana e Iris imediatamente se conectou a ela.
“Foi então que eu percebi que eu apenas não tinha encontrado o animal certo ainda. Então, levou-nos muito tempo e muita tentativa e erro, experimentando diferentes opções, mas chegamos lá no final.”
Thula, a gata de Iris, não teve nenhum tipo de treinamento especial, além de se acostumar a usar coleira desde pequena, mas está sempre ao lado de Iris e é muito participativa, sempre querendo se envolver em qualquer atividade.
Certa época, Iris passou por uma fase de odiar banhos e lavar o cabelo, e Thula foi quem conseguiu convencê-la de que era necessário. A gata permanecia com Iris dentro da banheira, pacientemente, até que a menina finalmente foi deixando que a mãe voltasse a aplicar o shampoo nos cabelos e desse banho.
Além de tudo isso, Thula também ajudou Iris a se engajar mais em atividades e na socialização.
“Iris está mais ativa de manhã agora. Antes de Thula, sempre foi difícil conseguir que ela ficasse desperta” – conta a mãe.

Por fim, quando perguntada sobre o que a levou a procurar um gato de terapia para Iris, Carter-Johnson respondeu: “Não fui aconselhada para ter um animal de terapia, mas quando você pesquisa o autismo, existem histórias que surgem de tempos em tempos, sobre os efeitos maravilhosos que animais podem ter em uma criança com autismo”.

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Fotos e informações: Iris Grace

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