Enquanto os Tigres e várias outras espécies de grandes felinos estão à beira da extinção, a chave para salvá-los pode estar mais perto do que imaginamos.
Você sabia que existe aproximadamente apenas 3.000 tigres vivendo no mundo, nesse exato momento?
Seus habitats estão sendo destruídos em todo o mundo, como na Indonesia, na India e na Siberia.
Inclusive, o Greenpeace fez até uma campanha com gatinhos para alertar sobre o risco da extinção dos Tigres, que você pode conferir aqui.

O site The Dodo conversou com o Dr. Franklin West, pesquisador de células-tronco da Universidade da Georgia, que está liderando um projeto fascinante para aumentar a população de grandes felinos. Como?
Fazendo com que gatos domésticos dêem a luz a eles.
Parece coisa de ficção científica, né? Mas parece que a tecnologia de hoje pode realmente transformar gatinhas em verdadeiras mães de tigres.
“A ideia aqui é que possamos criar células-tronco através das células da pele de grandes felinos. Nós podemos fazer uma biópsia e reprogramar as células da pele para células-tronco, que depois utilizamos para fazer o esperma e o óvulo.” Disse Dr. West. “Nós poderíamos então juntar o esperma e o óvulo e produzir um embrião.”

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Apesar de ser produzido em laboratório, esse embrião precisaria, de qualquer forma, de um ventre para se desenvolver e crescer. Aí é que os gatos domésticos entram.
“Nós já sabemos bastante sobre a reprodução e fisiologia dos gatos. Isso facilita com que sigamos em frente com o projeto.”, conta. “O plano é que consigamos transferir esses embriões em desenvolvimento para gatos domésticos, para que eles possam dar à luz a eles.”

Apesar da diferença de tamanho entre um gato e um tigre, o que pode parecer impossível fisicamente para o primeiro dar à luz ao segundo, Dr. West não acha que será um problema.
“Ter certeza de que esse procedimento é seguro para os gatos é uma grande preocupação para nós. Nós não queremos de jeito algum salvar uma espécie causando algo negativo para outra. Os embriões tendem a se desenvolver menores para caber no ventre onde está se desenvolvendo. Quando nascem, então, começam a crescer rapidamente, é isso que acreditamos que aconteça. Talvez seja necessário uma cesariana, o que é normalmente feito em pets que não podem dar à luz naturalmente por algum motivo.”

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Enquanto tudo isso parece muito ambicioso e polêmico, Dr. West diz que seu laboratório já deu alguns passos, coletando as células de um tigre da Sumatra e de um leopardo de um zoológico local.
O grande problema não é a falta de tecnologia, e sim de fundos para continuar a pesquisa.

Richard conta que é muito difícil conseguir investimento e fundos para uma pesquisa como essa. Por isso, criaram um crowdfunding para tentar arrecadar o valor necessário, 25 mil dólares, dos quais atualmente 3.981 já foram arrecadados.

Apesar da ideia inicial ser para salvar os grandes felinos da extinção, a ideia é que ela possa também ajudar a salvar muitas outras espécies.
“A ideia aqui é ainda maior”, conta Dr. West. “Ao invés de apenas focar nos felinos, nós poderíamos usar essa tecnologia para ir ainda mais fundo, com espécies como ursos e elefantes, por exemplo. Eu acredito que essa tecnologia pode ter um grande repertório de possibilidades, só precisamos de ajuda para tirá-la do papel.”, finaliza.

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E aí, o que você acha sobre tudo isso? Apoia ou desaprova a pesquisa?
Conta pra gente!

Fonte: The Dodo

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