Cats of Necropolis, é o trabalho social da Patricia Oliveira, onde ela ajuda gatos de um cemitério na Baixada Santista. Um trabalho onde o alicerce principal é o amor, e sua principal barreira é o preconceito. Pois é, muitas pessoas relutam em adotar os gatos, devido o local onde eles habitam. Esperamos que o amor seja mais forte, e essa barreira, ultrapassada.CatsOfNecropolis01E com a palavra, Patricia Oliveira.

Tudo começou no final de 2008. Eu recebi e-mail de uma pessoa pedindo ajuda para os gatos de um cemitério da Baixada Santista. Um desses e-mails que são repassados por várias pessoas todos os dias. Como sou da mesma região, entrei em contato com ela pra pedir mais informações. Minha intenção inicial era oferecer 2 castrações. Após conversarmos por telefone, decidi ir até lá ver pessoalmente o tamanho do problema. Queria confirmar se tudo era verdade.

Isso foi o que vi na primeira visita. Clique aqui para ver mais fotos.

Entendi que duas castrações não fariam diferença nenhuma ali. E saí de lá sabendo que minha vida tinha mudado, eu não conseguiria seguir em frente, não fazer nada e esquecer o que tinha visto. Mas era algo muito maior do que eu estava acostumada a lidar. Então fui estudar, pesquisei o que era feito em outros países e assim fiquei conhecendo o método TNR, ou CED em português, que consiste em capturar os gatos, castrá-los e depois devolvê-los ao local de origem. Muitas colônias pelo mundo são controladas dessa forma. Procurei, então, parcerias com veterinários dispostos a castrar e internar os gatos do cemitério durante o período de recuperação. Após várias semanas de planejamento, fiz uma rifa para levantar verba e as castrações começaram. Logo percebi que nem todos os gatos ali eram ferais. Existiam gatos dóceis, em geral os recém abandonados, e eram justamente os que mais sofriam.CatsOfNecropolis02Então, o que seria apenas um projeto de castração, passou a ser também um projeto de doação dos gatos. Os dóceis, os filhotes, aqueles que gostam de contato humano são colocados para adoção sempre que possível. Nesses 5 anos, 194 gatinhos foram atendidos e 109 adotados. As dificuldades são muitas. Muitos morrem no cemitério logo após o abandono porque não conseguem sobreviver ali. E eu não consigo ajudar a todos.CatsOfNecropolis03Atualmente os gatinhos do cemitério contam com poucos mas valiosos padrinhos que fazem doações mensais. São essas doações que permitem pagar a mensalidade da clínica onde parte deles fica hospedada, comprar ração de boa qualidade, areia, remédios, pagar exames e tudo o que for necessário para recuperar cada gatinho e deixa-lo pronto para adoção. Quando surge algum caso mais complicado, que precisa de tratamento especializado e mais caro, faço uma rifa para arrecadar o valor necessário.CatsOfNecropolis06Todos os gatinhos são doados castrados, microchipados e testados para fiv/felv. Dôo somente para apartamento todo telado para garantir a segurança deles. É feita uma entrevista antes da adoção, no ato da entrega do gatinho tem um contrato de adoção para assinar e não é cobrada nenhuma taxa. E aqueles gatos que continuam no cemitério recebem alimento diariamente através de duas cuidadoras da colônia. Para eles, temos uma página no programa Max em Ação por onde as pessoas podem doar ração. O consumo de ração no cemitério é alto, mais de 200 kgs por mês. Infelizmente nem sempre conseguimos a quantidade necessária.CatsOfNecropolis05O nosso sonho é fazer com que mais pessoas se conscientizem, e possamos oferecer a todos os gatos uma chance.CatsOfNecropolis04

Conheça mais sobre o projeto:
Blog: Cats of Necropolis
Facebook: www.facebook.com/CatsofNecropolis

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  • Marina

    O trabalho da Patrícia é lindo e muito sério! Me mudei p/ a baixada faz alguns anos e tive o prazer de visitar oq é feito pelos gatinhos… É lindo…

  • os dois gatinhos que moram comigo vieram através da patrícia. acho o trabalho dela fenomenal.

  • Alexandra Martins

    Gente que gatos lindos, não entendo como as pessoas tem preconceito em adotar só por causa do local…
    Belo trabalho!!

  • Niva

    parabéns, sabemos que não é fácil.