Você já parou para pensar sobre o que se passa na cabeça do seu gato? Pois pesquisadores tentam responder justamente essas perguntas. Compilamos aqui algumas conclusões bacanas da ciência sobre a mente do seu bichano. Confira:

1- Eles são mais sociáveis do que achávamos

Cientistas estão só começando a entender as construções sociais dos gatos – mas já sabemos que aquela ideia de que eles são bichos solitários, que não gostam muito de interagir, não faz sentido. Gatos podem ser tão sociáveis quanto cachorros – muitos deles vivem em colônias complexas que podem ter centenas de gatos. Pesquisas também provaram que os gatos mudam seu comportamento de acordo com o humor de seus humanos. Foi notado, por exemplo, que os animais passam mais tempo tendo contato físico com seus donos quando eles percebem que o humano está deprimido.

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2- Eles podem contar

(ou quase isso). Os gatos podem ser treinados para distinguir visualmente grupos de dois ou três pontos – foi isso o que aconteceu durante um experimento realizado em 2009. Pesquisas sobre leões também mostraram que os gatões conseguem distinguir os sons produzidos por uma dupla de leões ou por um trio. A vantagem evolutiva disso? Conseguir ter maiores porções de comida.

3- Gatos podem ter uma noção de tempo

Sim, eles sabem direitinho quando é a hora de comer. Mas será que isso representa uma noção de tempo? Existem evidências de que os bichanos conseguem diferenciar intervalos de tempo. Em 1976, pesquisadores descobriram que os gatos podiam distinguir períodos em que ficaram presos durante 5 ou 20 segundos.

4- Eles podem lembrar de objetos desaparecidos?

Uma das etapas cognitivas que bebês humanos possuem é reconhecer que um objeto que não está mais na sua frente continua existindo em outro lugar. Por exemplo, um carrinho de brinquedo pode não estar mais na frente do bebê, mas ele sabe que ele existe e que, provavelmente, está guardado em algum lugar que ele não vê. Será que gatos possuem a mesma capacidade? Afinal, como são caçadores naturais, essa adaptação faria sentido. Testes mostraram que eles, de fato, buscam comida que visualizaram anteriormente mesmo que o alimento estivesse escondido.

5- Eles entendem relações de causa e efeito?

Essa compreensão é o que nos permite usar um conhecimento adquirido em uma situação para outra situação. Por exemplo, ao queimar a mão no fogo, uma criança entende que foi o contato entre a chama e sua mão que causou a dor – então ela não irá colocar a mão no fogo outra vez. Em um estudo de 2009, cientistas colocaram um grupo de gatos em contato com uma situação – dentro de uma caixa havia um pedaço de corda. Ao tocar na corda, os gatos ganhavam um pedaço de comida. Eventualmente, o exercício foi mudado para duas cordas – mas apenas ao tocar em uma delas o gato ganhava comida. Nessa parte os gatos já não tiveram tanto sucesso – mas os pesquisadores concordam que talvez outro método de avaliação seja necessário, afinal gatos gostam de brincar com cordas, independente de receber comida no fim ou não.

6- Declínio cognitivo

Assim como em humanos, a cognição nos gatos piora com a idade. Nossos amigos vivem mais por conta de cuidados veterinários, mas isso também nos faz notar um crescimento em uma Síndrome de Disfunção Cognitiva nos velhinhos. Basicamente, a perda de tecido cerebral faz com que os gatos fiquem mais esquecidos e suas atitudes sejam mais demoradas. O triste é que essa síndrome é difícil de ser diagnosticada e tratada.

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Fonte Galileu

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